Presidente dos EUA, Barack Obama, conclui pronunciamento em que confirmou retirada total do Iraque até o fim deste ano
O presidente americano, Barack Obama, anunciou nesta sexta-feira que os EUA cumprirão a promessa de retirar todos os soldados dos EUA do Iraque até o fim do ano. Desde 31 de agosto do ano passado, quando os EUA concluíram sua missão de combate, ficaram no país árabe cerca de 39 mil militares para treinar e assessorar as tropas iraquianas. Em 2008, os EUA chegaram a ter 165 mil soldados no país.
"Como prometido, o restante de nossas tropas no Iraque voltará para casa até o final do ano. Após quase nove anos, a guerra da América no Iraque estará acabada", disse Obama, referindo-se ao conflito iniciado por seu antecessor, George W. Bush (2001-2009), em março de 2003.
De acordo com o presidente americano, EUA e Iraque estão em "total acordo" sobre como seguir adiante, acrescentando: "Os EUA deixam o Iraque com a cabeça altiva. Essa é a forma como os esforços militares nos EUA terminarão."
Obama também prometeu assistência e "uma parceira forte e duradoura" com o governo iraquiano. Ele fez as declarações após uma videoconferência com o primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
Debate sobre treinamento
Segundo o Departamento de Defesa dos EUA, 4.808 militares americanos morreram no Iraque desde março de 2003. O prazo para a retirada completa em 2003 havia sido estabelecido por Bush, mas mesmo assim a questão foi submetida a um intenso debate.
Líderes iraquianos queriam que 5 mil soldados americanos permanecessem no país como instrutores, mas sem imunidade perante a Justiça do Iraque. O comando militar americano no Pentágono recusou-se a aceitar essa condição.
O significado do fim da guerra é tão diferente para os EUA e para o Iraque como foi o seu início. Para oficiais americanos, ele carrega o simbolismo de cumprir uma promessa de campanha e encerrar uma guerra que causa divisão e custa caro para o presidente.
Para as elites políticas do Iraque, o momento é definido por realidades conflitantes: de um lado, a insurgência latente e uma força de segurança iraquiana que ainda precisa de ajuda estrangeira, e do outro a pressão para optar pela retirada dos americanos.
*Reuters, BBC e New York Times
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