Além disso, uma pesquisa do americano Museu de Arte Nelson-Atkins tem feito incríveis descobertas sobre o processo artístico do holandês Van Gogh

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Divulgação/The Nelson-Atkins Museum of Art in Kansas City
O "fóssil" do pequeno inseto foi encontrado no quadro de Van Gogh durante uma pesquisa para a catalogação de obras


A arte pode ser uma excelente fonte para entendermos mais sobre o passado. Às vezes, ela até mesmo esconde algumas histórias e informações no meio das camadas de tinta. Entretanto, você já ouviu falar de algum objeto palpável "escondido" dentro um quadro? Pois foi isso o que aconteceu no começo desta semana, quando um museu descobriu um "gafanhoto fossilizado" em uma obra de Van Gogh.

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O caso aconteceu no Museu de Arte Nelson-Atkins, localizado na cidade de Kansas City, nos Estados Unidos, na última segunda-feira (6). De acordo com nota publicada no site da instituição, o “intruso” foi descoberto na pintura “As Oliveiras” (Olive Trees, em inglês), do holandês Van Gogh , durante uma pesquisa.

“As Oliveiras é uma pintura muito querida aqui no Nelson-Atkins”, disse Julián Zugazagoitia, diretor da instituição. “O holandês trabalhava lá fora, e sabemos que ele, assim como outros artistas, teve que lidar com o vento, a poeira, a grama e as árvores, além de mosquitos e gafanhotos”, explicou.

Enquanto examinava a obra com atenção, a conservadora Mary Schafer descobriu o pequeno inseto incrustado na pintura. Ele foi encontrado no plano inferior da paisagem, mas não pode ser notado por visitantes em uma observação superficial.

O gafanhoto encontrado na obra de Van Gogh não possui o tórax e o abdômen, e além disso, já estava morto quando
Divulgação/The Nelson-Atkins Museum of Art in Kansas City
O gafanhoto encontrado na obra de Van Gogh não possui o tórax e o abdômen, e além disso, já estava morto quando "caiu" na pintura

“Não é incomum encontrar insetos em obras que foram pintadas ao ar livre. Porém, neste caso, nós estamos curiosos para saber se o gafanhoto pode ser usado para descobrirmos em que estação do ano ‘As Oliveiras’ foi feita”, Schafer explicou.

A equipe do Nelson-Atkins entrou em contato com Micheal S. Engel, paleo-entomologista, curador sênior e professor, para estudar o caso. Engel observou que o tórax e o abdômen do inseto estão faltando e, além disso, nenhum sinal de movimento foi identificado na pintura. Isso demonstra que o gafanhoto já estava morto quando foi parar na obra de arte.

O curador, entretanto, não trouxe boas notícias para Schafer: ele declarou que não é possível encontrar uma data mais precisa sobre a idade da obra a partir do pequeno animal encontrado.

O estudo científico

Este foi apenas um dos resultados de um estudo científico que, combinado com uma pesquisa histórico, estão ajudando o museu americano a compreender melhor o processo artístico e criativo de alguns pintores.

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Diversos curadores, conservadores e cientistas fazem parte do projeto. O resultado, em meados de 2019, deve ser exibido em um catálogo online, que espera ser uma fonte definitiva para oferecer informações sobre estes trabalhos, incluindo "As Oliveiras", de Van Gogh.

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