A ideia veio de um grupo de adolescentes de uma escola em Honolulu, com a ideia de cuidar do bem-estar da população; eles inspiraram o parlamentar Brandon Elefante a criar o projeto de lei, que aguarda sanção do prefeito

Adolescentes propõem multa para quem usar o celular enquanto atravessa a rua
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Adolescentes propõem multa para quem usar o celular enquanto atravessa a rua


Em diversos países do mundo existe uma importante lei de trânsito: é proibido usar o celular e dirigir ao mesmo tempo. No Brasil, por exemplo, a prática é considerada uma infração gravíssima com aplicação de multa no valor de R$ 293,47. Mas, além das regulações referentes aos motoristas, não existe alguma restrição ao uso do aparelho enquanto pedestres caminham pelas ruas. Já no Havaí, isso está prestes a se tornar realidade.

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O Conselho Municipal de Honolulu, capital do estado americano, votou na semana passada um projeto de lei que aplica multas aos pedestres que utilizarem o celular enquanto atravessam as ruas da cidade. O projeto foi aprovado por sete votos a favor e dois contra e, agora, deve ser sancionado ou vetado pelo prefeito Kirk Caldwell dentro de dez dias úteis.

De autoria do parlamentar Brandon Elefante, a ideia veio de um grupo de adolescentes – alunos do Ensino Médio da cidade – que estavam pensando na segurança dos pedestres da região. “Esses jovens estavam preocupados com seus conterrâneos, que atravessam as ruas distraídos e olhando para os aparelhos quando deveriam prestar atenção no trânsito”, Elefante declarou à “CNN”.

Se sancionada, a lei poderá aplicar multas que vão de 15 a 99 dólares, dependendo da quantidade de vezes que os infratores forem flagrados. Mas, "o castigo" não vale em situações emergenciais , quando o uso de smartphones estará liberado.

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Quem votou contra o projeto de lei?

De acordo com a “CNN”, o parlamentar Ernie Martin votou contra a proposta de Elefante, isso porque o projeto seria um exemplo de “exagero legislativo”, quando não há a necessidade de criar uma lei para resolver a situação. Segundo ele, tal problema poderia ser resolvido com uma campanha educacional nas redes sociais, que seria mais efetiva do que uma legislação.  

Além disso, Martin acredita que a cidade possui problemas mais urgentes – como pessoas desabrigadas – que precisam do orçamento que será usado no projeto do celular, caso seja aprovado pelo prefeito de Honolulu. 

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