Quando o filho do casal começou a apresentar sintomas de rinite alérgica, a família resolveu investigar o que estava causando o problema na criança

Quando os filhos do casal ficaram doentes, a família resolveu investigar a biblioteca particular da casa
Creative Commons/Flickr Abhi Sharma
Quando os filhos do casal ficaram doentes, a família resolveu investigar a biblioteca particular da casa


Algumas bibliotecas guardam livros secretos, obras raríssimas e documentos registrados há milhares de anos. Outras, porém, parecem esconder segredos um pouco mais perigosos no meio de suas páginas: veneno. Foi o que aconteceu com uma família chinesa, que não percebeu como a concentração de livros da biblioteca de sua casa estava se tornando uma grande ameaça.

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Com milhares de livros acomodados em sua biblioteca , um casal da cidade de Taizhou, no leste da China, começou a investigar os sintomas de rinite alérgica em seu filho. Depois de algum tempo e muito dinheiro gasto em exames e tratamentos, receberam a chocante notícia de que todos os membros da família estavam sendo, pouco a pouco, envenenados pelas obras literárias.

Há anos os adultos sofriam com tosses constantes cuja origem nunca fora descoberta, mas eles só resolveram procurar um médico quando o filho ficou doente. O casal despendeu mais de 8 mil yuans (quase R$ 4 mil) em tratamentos médicos e exames, mas nada parecia funcionar, e os médicos não sabiam o que mais poderia ser a causa da doença na criança.

De acordo com o portal South China Mourning Post , a mãe do menino pensou que, talvez, a resposta para os problemas estivesse no ar da casa. Foi então que ela pediu às autoridades da cidade que testassem o ar do apartamento, assim descobrindo que havia uma quantidade acima do normal de formaldeído em todos os cômodos.

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Montando as peças do quebra-cabeça

Ao descobrirem que um perigoso composto químico tinha tomado conta de sua casa, o casal começou a se perguntar qual seria a origem do formaldeído, composto orgânico que é considerado uma ameaça quando ultrapassa a marca de 0,08 miligramas por metro quadrado.

No quarto do casal, os testes revelaram 0,1 miligrama por m² , mas a família ficou chocada quando descobriu que a sala, que concentrava a maior parte de sua coleção de livros, os níveis chegaram a 0,26 miligramas. E então, puderam chegar àquilo que estava deixando seu filho doente.

Responsável por causar problemas respiratórios e no sistema imunológico, o formaldeído é um gás incolor que exala um odor muito forte. Ele pode ser encontrado em diversos objetos do cotidiano, como carpetes, roupas, cervejas e até mesmo na tinta usada em livros , jornais e revistas. 

Resolvido o mistério, os médicos recomendaram ao casal que melhorassem a ventilação dentro do apartamento – mas alguns especialistas acreditam que se livrar de alguns dos livros da biblioteca seja ainda a melhor solução.

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