Especialista explicou cientificamente como é possível morrer em diferentes situações bizarras, como na Fossa das Marianas ou atravessando a Terra

Cientista e escritos especialistas em morte listaram e explicaram os jeitos mais bizarros possíveis de morrer
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Cientista e escritos especialistas em morte listaram e explicaram os jeitos mais bizarros possíveis de morrer

Afogado? Em um incêndio? Nada disso! Especialistas em morte listaram os cinco jeitos mais estranhos de morrer (e, com certeza, não são o que você imagina). Profissionais macabros explicam a ciência por trás das mortes mais sem sentido e impossíveis de acreditar.

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O cientista sênior do Museu Exploratorium de São Francisco, Paul Doherty, e o escritor Cody Cassidy receberam perguntas do público e as responderam, explicando como aconteceria cada morte bizarra em cenários fantasiosos.

Esmagado em um elevador em queda

A ideia de ficar preso dentro de um elevador em queda é assustadora para provavelmente todo mundo que vive ou trabalha em um prédio. Se o elevador começar a cair, “deitar de costas no chão é o melhor jeito de espalhar a força G igualmente pelo seu corpo”, explicou Doherty. Permanecer de pé não é a melhor alternativa, já que seus órgãos podem continuar caindo mesmo que o resto de seu corpo já esteja parado.

O design do elevador também é um fator importante para determinar as chances de sobrevivência. Caso seja bem encaixado na fossa, uma “almofada de ar” pode se formar abaixo da cabine e diminuir o impacto da queda. “Cruzar os dedos também é uma boa ideia”, sugere Doherty.

Caindo até o fundo da Fossa das Marianas

A Fossa das Marianas é o ponto mais profundo do oceano já registrado. Localizada entre o Japão e a Austrália, tem 11 quilômetros de profundidade. “Se você caísse na fossa, se afogaria muito antes de atingir uma profundidade esmagadora”, explica Doherty. Como o corpo humano é composto principalmente por água, sua forma não seria alterada.

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“As bolsas de ar dentro de você, como a cavidade nasal, garganta e pulmão, seriam um problema. Elas entrariam em colapso internamente e isso seria fatal”, diz o cientista. O corpo desfalecido não flutuaria à superfície porque não teria ar. “Você provavelmente ficaria no fundo e seria consumido por um organismo que come ossos. Eles normalmente se alimentam de baleias, mas provavelmente fariam uma exceção”.

Se aproximando demais de uma estrela de nêutrons

Acredita-se que estrelas de nêutrons são formadas a partir de colapsos gravitacionais dos restos de uma grande estrela após o fenômeno supernova. Elas costumam ter massa algumas vezes maior que a do Sol, comprimida em uma esfera do tamanho de uma cidade.

“Você provavelmente seria morto pela radiação emitida enquanto a matéria entra na estrela de nêutrons, isso há mais de um quilômetro e meio de distância”, conta o cientista. Entretanto, se a estrela estiver quieta demais, o que vai te matar é a gravidade extrema.

Estrelas de nêutron são ímãs um bilhão de vezes mais potentes do que o imã mais forte da Terra. “A esse nível de magnetismo seus átomos são distorcidos e viram cigarrinhos finos e todas as ligações entre eles, que formam as moléculas, são destruídas”. Isso significa que “você vira uma onda humana em forma de plasma que é esticada e puxada pela estrela”.

Sendo atingido por um acelerador de partículas

Aceleradores de partículas aceleram partículas subatômicas a altas velocidades usando campos eletromagnéticos. O Grande Colisor de Hádrons (LHC)  é o maior e mais poderoso acelerados de partículas do mundo.

“Se você morreria ou não, dependeria do poder do acelerador e de quanta radiação teria”, diz Doherty. O cientista russo Anatoli Bugorski foi atingido por um acelerador de partículas em 1978. “O acelerador de Bugorski era 100 vezes menos poderoso que o LHC e emitia uma única pulsação enquanto o LHC é uma metralhadora”.

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“O raio paralisou um lado do rosto de Bugorski. Como resultado, hoje em dia, muitos anos depois, metade de sua face é lisa e sem rugas enquanto a outra metade está décadas mais envelhecida. Mas ele quase morreu envenenado pela radiação, acreditamos que um tiro do LHC seria letal”.

Atravessando a Terra por um buraco

Ao pular em um buraco para atravessar a Terra, levaria 45 minutos para chegar ao outro lado. Entretanto, se o buraco fosse de um polo ao outro, você morreria queimado antes de chegar o centro.

“O centro da Terra é mais quente que a superfície do Sol, então você cozinharia. Seria necessário um traje impossivelmente bem isolado”, afirma Doherty. Também seria preciso retirar o ar de dentro do tubo.

“A pressão e densidade do ar dobra a cada 4,5 quilômetros de profundidade. Depois de 45 quilômetros, o ar fica tão denso quanto a água e a pessoa para de cair”. Isso significa que sua morte seria ou cozido ou esmagado por ar incrivelmente denso.

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