Monumento indiano Taj Mahal corre risco de desabar

A estrutura de 358 anos está deteriorada e a construção, que atrai 4 milhões de visitantes todo ano, apresenta rachaduras

iG São Paulo |

O icônico monumento indiano Taj Mahal corre risco de desabar se o problema com a sua fundação, cuja madeira que a compõe está se deteriorando, não for resolvido, informou nesta quarta-feira a edição online do jornal The Huffington Post.

Michael S. Lewis / National Geographic Image Sales
Monumento é mausoléu de esposa de imperador indiano

A estrutura tem 358 anos de idade e está localizada na cidade de Agra, servindo como mausoléu da mulher de um imperador. O Taj Mahal é o mais famoso ponto turístico do país, atraindo 4 milhões de visitantes todo ano.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, ativistas que lutam pela preservação do monumento acreditam que sua fundação ficou frágil com o passar dos séculos. A evidência dos problemas na estrutura é visível nas suas paredes, que apresentaram rachaduras no ano passado. O monumento fica próximo a um rio extremamente poluído e a fundação pode estar apodrecendo por conta da falta de água.

"Isso é algo que aqueles que construíram o monumento jamais poderiam ter previsto", afirmou o professor. "O rio é parte da arquitetura do Taj Mahal, se ele morrer, o monumento não poderá sobreviver."

O Taj Mahal é um de centenas de monumentos que a World Monuments Fund lista a cada dois anos como ameaçados desde 1996. A lista desse ano, divulgada nessa quarta-feira, destacou 67 locais considerados patrimônios culturais que sofrem problemas de preservação. A América Latina é a região líder de patrimônios que podem ser destruídos, entre eles o centro histórico de Salvador.

Além do centro da capital baiana, na América Latina, foram elencados as linhas de Nazca, no Peru, a cidade de La Plata, na Argentina, e o Forte de Samaipata, em Santa Cruz, na Bolívia.

De um total de 226 candidaturas apresentadas por governos, especialistas e ONGs ligadas à preservação do patrimônio cultural, o relatório do WMF listou um total de 67 locais em 41 países diferentes.

Esse total apreende desde sítios arqueológicos datados do quarto milênio antes de Cristo na Jordânia e no Turcomenistão, até edifícios relativamente modernos, como a "arquitetura brutalista britânica" de 1960 e 1970, ou a Rota da Amizade na Cidade do México, desenhada para os Jogos Olímpicos de 1968.

O WMF seleciona os locais de risco considerando os efeitos da força da natureza e o impacto das mudanças sociais, políticas e econômicas sobre eles.

A América Latina e o Caribe, com 22 lugares, encabeçam o informe 2012 em nível regional, seguidos da Ásia, 14 locais; Europa, 11; e Oriente Médio e Norte da África, 7. "Este ano tivemos um número sem precedentes de nomeações na América Latina", explicou Erica Avrani, diretora de pesquisa e educação da WMF em uma coletiva de imprensa.

Na lista estão locais da Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Guatemala, Haiti, México, Panamá, Peru e República Dominicana. Desde 1996, a WMF incluiu 686 lugares de 132 países e concedeu US$ 90 milhões para a preservação dos ameaçados.

Com AFP

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