Itamaraty acompanha buscas por brasileira desaparecida no Japão

Erika Inomata foi arrastada pela água durante passagem do tufão Roke, que deixou dez mortos e mais quatro desaparecidos

iG São Paulo |

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta quinta-feira, por meio do Consulado-Geral do Brasil no Japão, que acompanha as buscas pela brasileira Erika Inomata, 34 anos, desaparecida durante a passagem do furacão Roke pela região central do país. O Roke deixou dez mortos e outros quatro desaparecidos.

Reuters
Equipes de resgate ajudam a retirar moradores de área inundada em Koriyama, no Japão

Erika foi arrastada pelas águas do rio Hayakawa, em Minobe, quanto tentava atravessar uma ponte ao lado de outro cidadão brasileiro, Marcos Kanematsu, 32 anos. Por causa dos ventos, ambos caíram no rio.

Kanematsu foi resgatado na manhã desta quinta-feira por um helicóptero dos bombeiros. Em mensagem postada no Facebook, ele pediu orações para a amiga. "Graças a Deus estou bem, saí do hospital agora. Espero que achem a Erika que está desaparecida. Vamos rezar", escreveu.

O consulado informou ao Ministério das Relações Exteriores que as buscas por Erika serão intensificadas. A brasileira é mãe de dois filhos, de 8 anos e 6 anos.

Roke provocou o cancelamento de 624 voos e de muitos serviços ferroviários, incluindo o trem-bala na movimentada linha que une Tóquio a Osaka, na qual 120 mil pessoas ficaram presas durante horas nas estações. Além disso, 314 pessoas ficaram feridas em 22 províncias devido aos fortes ventos e às chuvas torrenciais do tufão.

Roke avança agora pelo extremo norte do Japão em direção nordeste com ventos de até 126 km/h, após ter forçado a retirada de mais de 16 mil moradores no arquipélago. Além disso, 1 milhão de pessoas receberam a recomendação para deixarem suas casas por segurança.

A província de Fukushima foi atingida pelo tufão, mas nenhum dano foi registrado na usina de Dai-ichi , epicentro da crise nuclear no Japão que começou após o terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

As chuvas inundaram o porão de vários dos edifícios da usina, e em alguns locais o nível de água contaminada subiu até 40 centímetros, mas não houve vazamentos.

A passagem do Roke aconteceu apenas 15 dias depois de outro tufão, o Talas, ter deixado mais de 100 vítimas no país, entre mortos e desaparecidos.

Com EFE

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