Gravemente ferido, líder do Sendero Luminoso é capturado no Peru

Ministro da defesa diz que líder guerrilheiro está recebendo tratamento médico, mas pode perder o braço

iG São Paulo |

As tropas peruanas capturaram o líder do grupo Sendero Luminoso, movimento de orientação maoísta de grande poder nos anos 1980 e 1990, que hoje vive do tráfico de cocaína.

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EFE
Foto de camarada Artemio, líder do Sendero Luminoso, tirada em dezembro de 2011

Segundo o ministro da Defesa peruano, o líder da guerrilha, conhecido como "camarada Artemio" foi encontrado gravemente ferido. "Seu braço está quase perdido e no momento, ele está recebendo tratamento médico", completou Alberto Otarola em entrevista na TV. Ele deu poucos detalhes sobre como e quando Artemio foi encontrado.

O presidente Ollanta Humala disse em entrevista a uma emissora de rádio que ele estava a caminho do vale do Alto Huallaga, região remota onde cresce o tráfico de cocaína, onde autoridades afirmam que Artemio teria sido ferido na quinta-feira.

Artemio, 50 anos, comandou cerca de 150 rebeldes, e as circustâncias de como ele teria se ferido ainda não ficaram claras. Otarola disse na sexta-feira que havia sido em um combate com as forças do governo na vila de Puerto Pizana, mas jornalistas relataram que ao menos um de seus homens podem ter se voltado contra ele.

A prefeita do distrito de La Polvora, Nanci Zamora, disse que Artemio foi trazido antes do anoitecer da quinta-feira para receber tratamento médico na cidade de Santa Rosa de Mishoyo. Zamora disse que Artemio também tinha ferimentos no peito e nas pernas. Os EUA ofereceram uma recompensa de US$ 5 milhões por informações de seu parafeiro.

O grupo de Artemio representa cerca de metade do que resta do Sendero Luminoso, que deixou centenas de mortos entre os anos 1980 e 1990. A outra metade, também envolvida com tráfico de drogas, se concentra mais no sul, no vale do Apurimac.

Artemio, cujo nome é Florindo José Flores, disse a jornalistas em dezembro que sua causa estava perdida e que buscava uma trégua com o governo. Ele, que se descreve como marxista, disse ter escrito a Humala por duas vezes, mas nunca recebeu resposta. Outros governos do Peru se recusaram a negociar uma trégua, disse, acrescentando que ele também propôs uma em 2003 através da Igreja Católica e da Cruz Vermelha.

Ele afirmou que a única forma de mudar o sistema capitalista era através de um governo socialista, mas que "no momento isso não era possível".

O Peru é o segundo maior produtor de coca - em primeiro está a Colombia - base para a produção da cocaína, embora o Departamento de Narcóticos dos EUA ter garantido que o país supera seu vizinho andino como potencial produtor.

Com EFE e AP

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