Família de brasileiro morto na Rússia busca recursos para repatriar corpo

Entidade religiosa, amigos e parentes se unem para conseguir R$ 11 mil; Henrique Vasques morreu ao cair em lago congelado em Kursk

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

Reprodução/Facebook
Henrique Vasques em foto reproduzida de sua página no Facebook
A família e os amigos de Henrique Vasques de Haro, 21 anos, que morreu na Rússia após cair em lago congelado na cidade de Kursk, se mobilizam após terem recebido nesta quinta-feira o orçamento do traslado do corpo e dos serviços funerários prestados no país.

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No dia 2 de janeiro, Henrique foi patinar no gelo com um amigo sobre um lago em Kursk, quando o gelo começou a rachar. O amigo teve escoriações leves na perna, pois conseguiu se apoiar em uma pedra maior de gelo, enquanto Henrique teria desmaiado e morrido. O rapaz estava no país desde outubro de 2011 para estudar medicina na Escola Estadual Médica de Kursk.

Por conta de o incidente ter ocorrido em meio ao feriado de ano-novo na Rússia, que se estende por toda a semana, houve uma demora maior que o normal para que o atestado de óbito fosse liberado, permitindo à família o traslado do corpo.

Segundo a ex-namorada de Henrique Natasha Kwasinei, que está nesse momento na casa da família dele, localizada no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, o vice-cônsul da Embaixada do Brasil em Moscou, que está em Kursk, informou a família que o custo total da repatriação está avaliado em US$ 6 mil (R$ 11 mil).

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A família de Henrique, que mora em uma casa alugada, mobiliza esforços para juntar a quantia, que tem de ser transferida até sexta-feira de manhã, para que o corpo possa ser transferido de Kursk para Moscou, via Emirates, no sábado, com a previsão de chegar no Brasil na segunda-feira.

A Congregação Cristã, igreja frequentada por Henrique, seus familiares, amigos, além dos pais de colegas da universidade em Kursk, tentam angariar os fundos. Segundo Natasha, o gasto será acrescido pelos custos do funeral e da cremação do rapaz no Brasil.

Caso não consigam o dinheiro até sexta-feira, eles terão de aguardar um novo prazo para a repatriação do corpo de Henrique.

Amigos do rapaz criaram a hashtag no Twitter e Facebook #retornavasques para tentar ampliar a arrecadação.

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