Foto de 15/07/2010 mostra empresário egípcio Mahmoud Abdel Salam Omar, acusado de abuso sexual nos EUA
Um ex-executivo de um banco egípcio foi preso acusado de abusar sexualmente de uma camareira em um luxuoso hotel de Nova York.
A informação foi divulgada nesta terça-feira pela polícia dos Estados Unidos, duas semanas após o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, protagonizar caso semelhante que o levou à renúncia.
Mahmoud Abdel Salam Omar, de 74 anos, ex-diretor do Banco de Alexandria e atualmente presidente da El-Mex Salines Company, a maior produtora de sal no Egito e Oriente Médio, foi preso na segunda-feira logo após a funcionária ter feito a denúncia.
A faxineira, uma negra de 44 anos, disse ter sido chamada pelo ex-banqueiro ao quarto no Hotel Pierre, em Manhattan, no domingo.
"No local, ela foi molestada", informou um porta-voz da polícia, sem dar detalhes. Omar foi preso acusado de assédio e abuso sexual, entre outros crimes, acrescentou o oficial.
A denúncia aparece dias após ao escândalo envolvendo Strauss-Kahn, acusado de estupro e agressão sexual contra uma camareira de um hotel em 14 de maio.
Caso na França
No domingo, o secretário de Estado da Função Pública do governo francês, Georges Tron, renunciou ao cargo por um escândalo após duas ex-subordinadas o acusarem de assédio sexual.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, anunciou a renúncia de Tron em um breve comunicado no qual ressaltou a "coragem e o senso de responsabilidade" do secretário de Estado, que poderá assim se concentrar em sua defesa na Justiça "com toda liberdade".
Tron, de 53 anos, atuava com status de vice-ministro no gabinete francês, além de também ser prefeito da cidade de Draveil, na região metropolitana de Paris. Ele foi acusado de agressão sexual por duas ex-funcionárias municipais de 34 e 36 anos, chamadas na imprensa de "Laura" e "Éloise".
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