Cristãos coptas prestam última homenagem a papa Shenouda 3º no Egito

Autoridade religiosa guiou minoria cristã egípcia durante as quatro décadas em que esteve à frente da Igreja Ortodoxa Copta

iG São Paulo |

Milhares de cristãos coptas se reuniram neste domingo para prestar homenagens finais ao papa Shenouda 3º, que guiou a minoria cristã no Egito durante 40 anos, em meio a crescentes tensões com os muçulmanos.

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Aos 88 anos, Shenouda morreu de câncer, no sábado, no Cairo. Ele buscou aliviar as tensões sectárias entre cristãos e muçulmanos nas quatro décadas em que esteve à frente da Igreja Ortodoxa Copta do Egito.

O atrito piorou desde que o ex-presidente egípcio Hosni Mubarak , que suprimia islamistas, foi deposto no ano passado. Desde então, Shenouda muitas vezes clamou por paz e regularmente se reunia com muçulmanos e outros líderes.

Os coptas, que representam cerca de 10% da população egícia de 80 milhões, são atualmente a maior minoria cristã no Oriente Médio. Seus membros alegam sofrer discriminação e no passado iniciaram protestos, que incluíram a demanda por novas leis que facilitariam a construção de igreja tanto quanto é a de mesquitas.

Uma autoridade da Igreja egípcia informou que três pessoas, que prestavam suas homenagens ao líder espiritual morreram por asfixia neste domingo, por conta da aglomeração.

Segundo Anba Younnes, as mortes ocorreram no catedral Abbasiya, no Cairo, onde centenas de seguidores se reuniram para dar um último adeus ao papa.

Trajetória

Shenouda serviu como o 117º papa de Alexandria desde novembro de 1971, liderando a comunidade ortodoxa que compõe a maior parte dos cristãos do Egito. Segundo a mídia estatal egípcia, seu enterro ocorrerá na terça-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu suas condolências e o papa Bento 16, líder dos católicos apostólicos romanos do mundo, disse dividir com os coptas a dor pela morte de Shenouda. "Eu gostaria de expressar aos membros do Sínodo Sagrado, aos pregadores e aos fieis do Patriarcado, meus mais fortes sentimentos de compaixão fraternal", disse Bento 16.

O papa egípcio manteve encontros com os papas João Paulo 2º no Cairo, em 2000, e com o Paulo 6º no Vaticano, em 1973.

*Com Reuters e AP

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