Brasileiro morre afogado em lago congelado na Rússia

Segundo Itamaraty, não há previsão para a família poder fazer o traslado do corpo do estudante de Medicina

Bruna Carvalho, iG São Paulo |

Reprodução/Facebook
Henrique Vasques em foto reproduzida de sua página no Facebook
Um estudante brasileiro de Medicina morreu na Rússia, na segunda-feira, 2 de janeiro, enquanto andava com um amigo em um lago congelado na cidade de Kursk, oeste do país.

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Segundo a amiga Natalia Cathoud, que enviou uma mensagem ao iG através do Fale Conosco, Henrique Vasques de Haro, 21 anos, foi passear em um lago congelado da cidade com outro amigo quando a camada de gelo se rompeu. Seu amigo conseguiu se salvar, mas Henrique acabou morrendo afogado.

Natalia, também estudante de medicina, afirmou que ela e a família de Henrique entraram em contato com a Embaixada do Brasil em Moscou e com o Itamaraty, mas não conseguiram até o momento obter o atestado de óbito. Sem esse documento, a família não pode realizar o traslado do corpo para o Brasil. "Eles dizem que estão resolvendo, mas não falam exatamente o que a gente tem que fazer", disse ao telefone, referindo-se ao Itamaraty e à embaixada em Moscou.

Natasha Kwasinei, que namorou com Henrique por seis anos, afirmou que no dia 2 de janeiro ele tinha ido patinar no gelo com um amigo sobre um lago em Kursk, quando o gelo começou a rachar. 

Segundo Natasha, o amigo que estava com o rapaz teve escoriações leves na perna, pois conseguiu se apoiar em uma pedra maior de gelo, enquanto Henrique teria desmaiado e morrido. Os bombeiros chegaram ao local cerca de 15 minutos depois, mas Henrique já estaria morto. Ela afirmou que o corpo de seu ex-namorado estaria em um necrotério, mas não soube especificar qual.

Procurado pelo iG , o Itamaraty afirmou que o setor consular da embaixada em Moscou recebeu a informação da morte de Henrique na noite do dia 2 e entrou em contato com a reitoria da Universidade Estatal Médica de Kursk, onde ele estudava desde 4 de outubro, e com a família do rapaz.

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O Itamaraty afirmou que trabalha com as autoridades russas para que possam expedir os documentos do óbito, o que pode demorar mais tempo que o normal, uma vez que o feriado de ano-novo na Rússia se estende por toda esta semana. "Infelizmente, não há previsão para o traslado do corpo", informou o assessor do Itamaraty ao iG .

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