Obama desafia oposição e promete agir por conta própria por reforma migratória

Por BBC Brasil |

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Advertência foi feita após presidente da Câmara, o republicano John Boehner, dizer que a Casa não votará o projeto neste ano

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O presidente americano, Barack Obama, prometeu na segunda-feira que trabalhará por conta própria na reforma migratória dos EUA, sem depender do Legislativo.

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AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, em foto de 19 de junho

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Ele anunciou que sua equipe começará "um novo esforço para corrigir ao máximo o sistema de imigração, sem o Congresso" e que as propostas da equipe deverão ser entregues ao presidente até setembro.

O anúncio veio uma semana depois do presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, dizer que a casa não votará o projeto neste ano.

"Um ano atrás, neste mês, os senadores dos dois partidos se reuniram para aprovar uma lei de imigração comum. Esse projeto de lei fortaleceria nossas fronteiras, ajudaria a nossa economia a crescer e encolheria os nossos déficits. Por mais de um ano, os republicanos da Câmara se recusaram a realizar uma votação", disse o presidente americano.

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O presidente anunciou também a transferência de recursos para fortalecer as fronteiras americanas com o México, onde houve um aumento drástico no número de crianças tentando entrar ilegalmente no país.

Entre outubro de 2013 a 15 de junho passado, 52 mil crianças desacompanhadas tentaram entrar no país pela fronteira com o México, segundo o Departamento de Segurança Nacional.

Obama descreveu a situação como "crise humanitária" e que ele não poderia "ficar parado e não fazer nada".

O presidente enviou uma carta ao Congresso pedindo autorização para acelerar deportações dessas crianças "ilegais". A carta irritou ativistas por direitos de imigrantes, que já vinham criticando o presidente pelo que sua posição pouco flexível em relação aos imigrantes que entram ilegalmente no país.

Imigração legal

O projeto de lei aprovado no Senado no ano passado incluía uma chance de concessão de cidadania a 11 milhões de imigrantes não documentados, bilhões de dólares de novos fundos para segurança das fronteiras e um esquema de vistos especiais para empreendedores estrangeiros.

A transferência de recursos para as fronteiras representa um endurecimento nas deportações dos que recentemente entraram ilegalmente no país ou que são considerados perigosos.

Além do envio de pessoal adicional para ajudar na fiscalização e controle, Obama disse que orientou o secretário de Segurança Nacional e o Promotor Geral do país a apresentarem recomendações que ele, como presidente, possa seguir para melhorar o sistema de imigração.

Desde a primeira eleição de Obama, a reforma migratória é uma das prioridades do presidente americano. "Ganhamos a liberdade deste país juntos. Nós construímos este país juntos. Defendemos este país juntos. Uma das coisas que fazem este país grande é que nós somos uma nação de imigrantes", disse Obama na segunda-feira.

Veja imagens do presidente americano:

Presidente dos EUA, Barack Obama, domina bola que havia sido chutada por robô Asimo em visita ao Museu Nacional de Ciência e Inovação (Miraikan), em Tóquio (24/4)
. Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, faz seu discurso sobre o Estado da União no Capitólio, em Washington (28/1). Foto: APObama segura menino durante dia do Natal em base dos marines no Havaí (25/12/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaPresidentes dos EUA, Barack Obama, e de Cuba, Raúl Castro, trocam aperto de mão em cerimônia em homenagem a Mandela (10/12/2013). Foto: Getty ImagesObama tira selfie com premiês britânico e dinamarquesa durante cerimônia em homenagem a Mandela em Johanesburgo (10/12/2013). Foto: Getty ImagesSul-africanos celebram enquanto Obama espera em túnel para entrar em estádio para homenagem a Mandela (10/12/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaMichelle Obama reage depois de Ashtyn Gardner perder o equilíbrio ao ser cumprimentada pelo cachorro Sunny (4/12/2013). Foto: APFuncionários fazem sinal positivo enquanto Obama conversa como secretário de Estado John Kerry sobre negociações para acordo com o Irã (23/11/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaBo espera enquanto Obama e primeira-dama participam de entrevista na Casa Branca (22/11/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaMenina conversa com Obama em lanchonete do Brooklyn, Nova York (25/10/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama é visto conversando depois de encontro na Casa Branca com a liderança democrata (15/10/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama visita centro de caridade em Washington (14/10/2013). Foto: APObama, primeira-dama Michelle e sua filha Malia reúnem-se com ativista paquistanesa Malala Yousafzai (12/10/2013). Foto: Pete Souza/Casa BrancaPresidente dos EUA é visto em carro 
passando por empregados de fábrica da Ford em Liberty, Missouri (20/9/2013) 
. Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama escreve bilhete para professora de Alanah Poullard justificando sua falta na escola (19/9/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaObama e a primeira-dama Michelle Obama participam de cerimônia pelos 12 anos dos ataques do 11 de Setembro (11/9/2013). Foto: APObama é visto durante encontro da cúpula do G20 na Rússia (6/9). Foto: ReutersObama senta-se ao lado de presidente Dilma Rousseff durante encontro do G20 em São Petersburgo, Rússia (5/9/2013). Foto: APObama sai de seu avião ao chegar em São Petersburgo, na Rússia, para a reunião do G20 (5/9/2013). Foto: APObama faz pronunciamento para marcar 50º aniversário de discurso de Martin Luther King (28/8/2013). Foto: APObama visita prisão onde Nelson Mandela ficou preso por 18 anos na África do Sul (30/6/2013). Foto: APObama tira o paletó por causa do calor na área do Portão de Brandenburgo, onde discursou em Berlim, Alemanha (19/6/2013). Foto: APPresidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, reúnem-se em Enniskillen, Irlanda do Norte (17/6/2013). Foto: APObama abraça Tolu Olubunmi, uma ativista da imigração, antes de falar sobre a reforma migratória (11/6/2013). Foto: APObama conversa com sobreviventes de escola que foi destruída por tornado (26/5/2013). Foto: ReutersObama e funcionários da Casa Branca olham através de janela do Air Force One para ver danos deixados por tornado em Moore, Oklahoma (26/5/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaProtegido por guarda-chuva segurado por marine, Obama dá coletiva em conjunto com premiê turco, Recep Tayyip Erdogan (não visto) (16/5/2013). Foto: APObama faz pausa durante coletiva na Casa Branca, Washington (30/4). Foto: APObama brinca durante encontro com jornalistas na Casa Branca (27/4/2013). Foto: APObama ri sentado entre sua mulher e a ex-primeira-dama Barbara Bush na inauguração de Centro Presidencial George W. Bush (25/4/2013). Foto: APMichelle reage durante conversa com menino no Aeroporto de Love Field, em Dallas, Texas (24/4/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaLíder dos EUA conversa com presidente da Câmara, republicano John Boehner, no Capitólio (23/3/2013). Foto: Pete Souza/ Casa BrancaDe jaqueta preta e óculos escuros, presidente dos EUA visita a cidade antiga de Petra, Jordânia (23/3/2013). Foto: ReutersObama cumprimenta  o presidente palestino, Mahmud Abbas, em Ramallah, Cisjordânia (21/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, olha para multidão enquanto tenta ouvir pessoa gritando durante seu discurso no Centro de Convenção Internacional em Jerusalém (21/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e premiê israelense, Benjamin Netanyahu, são vistos durante coletiva em Jerusalém (20/3/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e primeira-dama MIchelle dançam em baila da posse em Washington (21/01/2013). Foto: APPresidente dos EUA, Barack Obama, e sua mulher, Michelle, caminham depois de sair de limousine durante parada da posse (21/01/2013). Foto: ReutersCasa Branca divulga foto de Obama praticando tiro ao prato em Camp David, em agosto de 2012. Foto: APTensos, Obama e sua equipe acompanham desenrolar da operação que matou Bin Laden (02/05/2011). Foto: Divulgação / Casa BrancaBarack Obama (E) assume presidência dos EUA ao lado de sua mulher, Michelle, e de suas filhas, Sasha (D) e Malia (20/01/2009). Foto: AP

Contudo, o tema vem enfrentando forte resistência da oposição. No seu segundo mandato, o presidente esperava sancionar o projeto aprovado no Senado, mas este parou na Câmara dos Representantes.

Com uma agenda legislativa carregada de outras prioridades, o mesmo Boehner disse em 2013 que a Câmara dificilmente votaria o pacote naquele ano e rejeitou discutir com o Senado a legislação aprovada pela Casa.

Para aprovar o projeto, os republicanos querem que sejam beneficiados apenas os imigrantes que não tenham histórico criminal, paguem impostos atrasados e aprendam inglês, entre outros requisitos.

Os republicanos são maioria entre os deputados na Câmara dos Representantes e têm indicado sua preferência por votar a reforma migratória em partes, e não como um todo, como ocorreu no Senado.

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