Rabino israelense é condenado por abuso sexual de menor

Por BBC Brasil |

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Jovem foi abusado por Mordechai Elon após procurar apoio por problemas emocionais; rabino nega acusações

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A Corte de Jerusalém condenou o rabino Mordechai Elon por abuso sexual de um menor que procurou seu apoio por enfrentar problemas emocionais.

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AFP
Rabino Mordechai Elon, que foi condenado em Israel por abuso sexual de menor, nega acusações e vai recorrer

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O rabino Elon, considerado um líder espiritual importante da corrente nacionalista religiosa em Israel, foi acusado de cometer "atos obscenos" por dois menores. Elon pertence a uma família importante na sociedade israelense.

O pai dele, Menachem Elon, foi juiz da Suprema Corte de Justiça e seu irmão, Binyamin Elon, foi membro do Parlamento durante 13 anos, representando os partidos de extrema direita Moledet e Ihud Leumi, e também foi ministro do Turismo durante dois anos, durante o governo do ex-premiê Ariel Sharon.

O caso, sem precedentes na história de Israel, é tratado como um escândalo no país. Os jovens haviam se dirigido à organização Takanah, um fórum fechado que apura acusações de abusos sexuais dentro da comunidade religiosa.

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Depois de ouvir os depoimentos dos jovens, a Takanah decidiu, já em 2009, instruir o rabino Elon a suspender suas atividades educacionais.

'Graves danos'

O organização concluiu que sua conduta poderia causar "graves danos" a seus alunos. O rabino rejeitou a recomendação do fórum Takanah, que por sua vez resolveu levar o caso à Justiça.

De acordo com Elon e seus simpatizantes, ele costumava ser muito carinhoso com seus alunos, dando-lhes fortes abraços, mas o contato físico não tinha significado sexual e foi mal interpretado.

Meses depois das acusações da Takanah, o procurador-geral da Justiça de Israel resolveu iniciar um processo contra o rabino Elon, que culminou nesta quarta-feira com a decisão da Corte.

O Tribunal informou que a sentença será anunciada posteriormente. O advogado de Elon disse a jornalistas presentes no tribunal que apelaria da decisão.

Após a decisão da Corte, o rabino Elon proferiu uma oração e convidou todos a participar de uma aula que pretende dar a seus alunos, ainda nesta quarta, no seminário rabínico que dirige, no vilarejo de Migdal, no norte de Israel.

Segundo as acusações, o rabino cometeu atos de abuso sexual contra o menor duas vezes, em 2003 e 2005. Outro jovem, que também havia acusado o rabino de abuso sexual, negou-se a prestar depoimento perante o tribunal.

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