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Com a exoneração de Rex Tillerson nesta terça-feira (13), o republicano reforça a ideia de instabilidade no governo, apesar de defender que "agora, o gabinete está próximo do que sempre quis"; veja o que especialistas falam

Colecionador de polêmicas, Donald Trump demitiu o secretário de Estado nesta terça-feira (13) pelo Twitter
White House - 26.12.17
Colecionador de polêmicas, Donald Trump demitiu o secretário de Estado nesta terça-feira (13) pelo Twitter

Se há uma coisa que marca o governo do polêmico Donald Trump, é a rotatividade dos funcionários da Casa Branca , especialmente nos altos cargos. À frente do poder dos Estados Unidos da América desde janeiro de 2017, o republicano já demitiu ou ‘perdeu’ 39 empregados – com um caso que ainda está incerto sobre a permanência ou não. Com tais números, o governo do país é visto cada vez mais com desconfiança não só pelo mercado interno como também mundial, gerando mal-estar nas relações internacionais. As informações são da CNN .

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O fato é que a instabilidade de Donald Trump  (que não é negada por ninguém, mesmo dentro da Casa Branca) acaba se refletindo nas decisões governo que, em tão pouco tempo, viu os mais altos funcionários entrarem e saírem dos cargos. Na terça-feira (13), foi a vez de ninguém menos que o secretário de Estado, Rex Tillerson, ser exonerado pelo presidente via Twitter . O nome apontado pelo republicano para substitui-lo no cargo é o diretor da CIA, Mike Pompeo, que entra em Washington nas “vésperas” de uma possível reunião (inédita e contraditória) entre o presidente americano e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Com a última movimentação, os principais veículos de comunicação do país apontam para um cenário político perigoso, uma vez que o presidente parece colocar à sua volta apenas pessoas muito semelhantes a ele, ou seja, reconhecidas por um temperamento impulsivo, no mínimo. Inclusive, Trump defendeu ontem que “está chegando próximo de ter um gabinete e outras coisas da maneira que deseja”.

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Ademais, a ida de Pompeo para a secretaria de Estado é vista como arriscada por poder provocar um “terremoto” nas relações dos EUA com aliados comprometidos com o acordo do Irã, por exemplo, um dos assuntos mais sensíveis na política americana, trazendo mais choques em acordos internacionais. Isso porque um Trump "sem limites" (ou seja, sem subordinados que discordem e causam 'freio' em suas ideias, como era o caso do ex-secretário de Estado) provavelmente trará ao resto do mundo um pouco mais do sabor da turbulência e da desordem que vem balançando Washington por 14 meses.

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A demissão de Tillerson – e outros 38 funcionários – também é uma ameaça àqueles que continuam na Casa Branca e apresentam “resistência” a políticas de Donald Trump, incluindo o procurador-geral Jeff Sessions, o chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, e o conselheiro de segurança nacional H. R. McMaster. Desse modo, além de “esculpir” um governo à sua imagem e semelhança, especialistas também argumentam que o republicano fica cada vez mais solitário... e tal possibilidade causa temor. Agora, é esperar e ver o que o ex-apresentador do reality show "O Aprendiz" irá fazer com tamanho poder em suas mãos. Quem será o próximo "demitido"? 

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