Segundo autoridades italianas, criminoso também possuía diversos itens de inspiração fascista como bandeiras com a cruz céltica e livro sobre Mussolini

Responsável por tiroteio na Itália foi detido próximo a um monumento dedicado aos mortos da Segunda Guerra Mundial
Reprodução/Twitter
Responsável por tiroteio na Itália foi detido próximo a um monumento dedicado aos mortos da Segunda Guerra Mundial

As autoridades informaram neste domingo (4), que Luca Traini, 28, autor do tiroteio racista que deixou seis feridos na província de Macerata , na Itália, possuía um exemplar do livro "Mein Kampf" ("Minha Luta", em tradução livre), escrito pelo ditador Adolf Hitler, além de diversos itens de inspiração fascista, como bandeiras com a cruz céltica e publicações como um manual sobre a República Social Italiana, instaurada por Benito Mussolini.

Os objetos foram encontrados durante operação realizada por carabineiros de Macerata na casa da mãe do autor do ataque. Neste sábado (3), Traini percorreu as ruas da Itália dentro de seu carro Alfa Romeo enquanto abria fogo contra imigrantes negros. Segundo as autoridades locais, os disparos deixaram seis vítimas.

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O atirador, que concorreu nas eleições administrativas de Corridonia no grupo ultranacionalista Liga Norte, foi detido poucas horas depois próximo a um monumento dedicado aos mortos da Segunda Guerra Mundial, fazendo a saudação fascista e coberto com a bandeira da Itália. De acordo com a Ansa, fontes revelaram que, na ocasião, Traini gritava "Viva a Itália".

Segundo a polícia, durante o depoimento, o criminoso "não demonstrou nenhum remorso pelo que fez. Não mostrou arrependimento". De acordo com o ministro de Interior, Marco Minniti, o episódio foi uma "clara questão racial" e aparentemente Traini agiu de forma individual. Ele foi acusado de delitos como massacre com o agravante de racismo e porte ilegal de arma e transferido para a prisão de Montacuto, em Ancona, em regime de isolamento.

O motivo que levou Traini a realizar o tiroteio não foi esclarecido. Segundo um amigo, ele estava sendo tratado por um psiquiatra, além de estar apaixonado por uma viciada em drogas, que supostamente seria Pamela Mastropiero, de 18 anos. Ela estava desaparecida desde a manhã de segunda-feira (29). Na quarta-feira (31), duas malas foram encontradas com partes do seu corpo esquartejado.

O principal suspeito da morte da jovem é um cidadão nigeriano. Em depoimento, o criminoso afirmou que "estava no carro, indo ao ginásio, quando ouvi pela enésima vez no rádio a história de Pamela. Voltei, abri o cofre e peguei a arma". Os investigadores afirmaram que, neste primeiro momento, não foram encontradas ligações das vítimas com o suspeito da morte da jovem.

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Para o líder da Liga Norte, Mateo Salvini, candidato a primeiro-ministro da Itália com possível apoio do ex-premier Silvio Berlusconi, a culpa do ato é a imigração fora de controle que ocorre no país. Diversos políticos se mostraram contrários ao comentário. O atual primeiro-ministro, Paolo Gentiloni, afirmou que o "ódio e a violência não serão capazes de nos dividir".

* Com informações da Ansa.

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