Ex-líder das Farc confirma que disputará a presidência da Colômbia em 2018

Candidatura de ex-guerrilheiro foi oficializada em evento na cidade de Bogotá no sábado (27); partido Centro Democrático reagiu ao fato, considerando disputa com Timochenko "uma afronta". Veja mais sobre o caso
Foto: Reprodução/Twitter
Ex-líder das Farc irá disputar as eleições; partido Centro Democrático levará candidatura à Corte Penal Internacional

Pela primeira vez na história da Colômbia, um ex-guerrilheiro se candidata à presidência da República. O ex-líder das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), Rodrigo Londoño, oficializou no sábado (27), na cidade de Bogotá, que está concorrendo ao cargo nas eleições que acontecem em maio deste ano. 

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Também conhecido pelo apelido de Timochenko, o ex-líder das Farc escreveu em seu perfil do Twitter que se compromete a "liderar o governo de transição, que crie condições para o nascimento de uma nova Colômbia, um governo que finalmente representará os interesses dos pobres".





A campanha da Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), partido pelo qual o ex-guerrilheiro disputará as eleições, promete a gratuidade de universidades do país, além de cobertura médica financiada pela população mais rica, construção de estradas e redes elétricas em áreas pobres, e o financiamento de pesquisas científicas. 

Para além da candidatura ao cargo executivo, o partido lança candidatos ao legislativo nas eleições que acontecem em março, antes da escolha pelo presidente. Ao menos 74 pessoas ligadas às Farc tentarão uma vaga no Congresso da Colômbia este ano. Do total, esperam-se que ao menos dez cadeiras sejam reservadas ao grupo. 

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Repercussão

O evento de lançamento de Rodrigo Londoño à presidência já gerou reações entre os políticos colombianos. O partido Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe, afirmou que levará a candidatura à Corte Penal Internacional, por considerar que se trata "de uma afronta".

Acordo de paz

Vale lembrar que as candidaturas de ex-guerrilheiros são um marco inédito na história do país, depois de mais de 50 anos de conflitos entre o governo e as Farc. No ano passado, Timochenko participou do acordo de paz assinado com o presidente Juan Manuel Santos, com a entrega de mais de 11 mil armas. 

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