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Maior ataque a tiros da história dos Estados Unidos deixou pelo menos 59 mortos e mais de 500 feridos; 23 armas estavam no quarto do Mandalay Bay

Atirador em Las Vegas foi identificado como Stephen Paddock, de 64 anos. Ele tinha um arsenal de 42 armas de fogo
Reprodução/CNN - 02.10.2017
Atirador em Las Vegas foi identificado como Stephen Paddock, de 64 anos. Ele tinha um arsenal de 42 armas de fogo

O atirador Stephen Paddock , responsável pela morte de pelo menos 59 pessoas e pelos ferimentos de mais de 500 outras vítimas, em um tiroteio ocorrido na noite do último domingo (1º), em Las Vegas , era possuidor de um arsenal de 42 armas de fogo.

As armas de fogo  estavam na sua casa, em Mesquite – a cerca de 130 quilômetros do local do ataque –, e o quarto do hotel Mandalay Bay, onde ele estava hospedado.

De acordo com Todd Fasulo, assistente do xerife do Condado de Clark, que pertence a Las Vegas , as autoridades encontraram 23 armas no hotel de onde Paddock disparou contra o público que assistia a um show ao ar livre de um festival de música country. As outras 19 armas foram encontradas em sua residência, em Mesquite.

Além do armamento pesado, Paddock tinha também dois dispositivos que, colocados nas armas, segundo Fasulo, lhe permitiram abrir fogo de forma automática.

No veículo do atirador responsável pelo pior ataque a tiros da história dos Estados Unidos , a polícia encontrou vários quilos de nitrato de amônia, um material utilizado para a fabricação de explosivos.

Morte do assassino

De acordo com o que foi relatado pelo xerife do Condado de Clark, Joseph Lombardo, Stephen Paddock passou os seus últimos momentos disparando desesperadamente contra a polícia, da porta de seu quarto no hotel Mandalay Bay .

Um guarda de segurança chegou a ser atingido e uma unidade da Swat, a força de elite da polícia dos Estados Unidos, formada por seis agentes, também foi alvo dos tiros. 

Leia também: De Marselha a Las Vegas: será mesmo o Estado Islâmico responsável pelos ataques?

"Acreditamos que o homem tirou a própria vida antes da nossa entrada em seu quarto", afirmou Lombardo.

Pela internet, o grupo extremista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo tiroteio na manhã desta segunda, mas o governo norte-americano afirma que não há nenhum indício que comprove essa reivindicação.

Debate sobre a posse de armas

O massacre deste domingo reabre a discussão a respeito do direito à posse de armas de fogo nos Estados Unidos, defendido pelo presidente Donald Trump e pela maioria republicana no país. Em seu pronunciamento oficial após o ataque, Trump evitou falar sobre o tema do livre armamento.

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* Com informações da Agência Brasil.

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