Explosivo foi lançado por uma aeronave norte-americana sobre a província de Nangarhar, mesmo lugar onde um soldado dos EUA morreu na semana passada, em um confronto com os jihadistas do grupo Estado Islâmico

Teste nuclear realizado em abril de 1955 no estado de Nevada, nos Estados Unidos
National Nuclear Security Administration/Domínio Público
Teste nuclear realizado em abril de 1955 no estado de Nevada, nos Estados Unidos

O Pentágono confirmou, no início da tarde desta quinta-feira (13), que os Estados Unidos bombardearam o Afeganistão com uma bomba MOAB GBU-43, um explosivo apelidado de "mãe de todas as bombas" ("mother of all bombs", em inglês).

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Esta bomba, de acordo com a CNN , é a mais potente não-nuclear já usada pelos Estados Unidos . O raio da cratera aberta pela explosão da bomba, segundo informações iniciais, ultrapassa 300 metros. Os danos, porém, chegam a quilômetros. 

O artefato foi lançado por uma aeronave norte-americana sobre a província de Nangarhar, no Afeganistão, com o intuito de atingir cavernas dominadas pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

"Os EUA levam a sério a luta contra o Estado Islâmico e, para derrotar o grupo, devemos negar-lhes o espaço operacional. É isso o que fizemos", disse o secretário de imprensa, Sean Spicer. "Foram tomadas todas as precauções para evitar vítimas civis e danos colaterais", acrescentou.

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A bomba MOAB foi desenvolvida durante a Guerra no Iraque, em 2003. Na época, porém, o Departamento de Defesa dos EUA decidiu que o Iraque forneceu pouca resistência para justificar o ataque.

Semana de ataques dos EUA

O ataque norte-americano ao Afeganistão acontece uma semana depois do bombardeio a uma base militar na Síria. O ataque à Síria representou uma retaliação dos EUA ao governo de Bashar al-Assad.

Com a proximidade dos ataques norte-americanos à Síria e ao Afeganistão, a mídia internacional dá destaque ao lançamento desta bomba.

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Ainda na semana passada, um soldado dos Estados Unidos morreu no mesmo lugar da explosão no Afeganistão, devido a um confronto com militantes do grupo jihadista Estado Islâmico. O ataque desta quinta-feira pode ser considerado, de acordo com as primeiras informações, uma ação de vingança contra os terroristas, devido à baixa.

* Mais informações em instantes.

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