Mulher sofreu cortes e fraturas na face; médicos comparam seus ferimentos com aqueles sofridos em acidentes de carro ou impacto de alta velocidade

Anthony Laine foi preso por 12 anos depois de se declarar culpado pelo estupro e pela agressão
West Mercia Police
Anthony Laine foi preso por 12 anos depois de se declarar culpado pelo estupro e pela agressão

Uma vítima de estupro ficou com a pele solta de seu crânio depois de ser agredida brutalmente por seu abusador em um dos ataques mais cruéis já vistos pela polícia de Bewdley, na Inglaterra.

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Anthony Laine, de 30 anos, foi condenado a 12 anos na prisão por  estupro e por agressão grave. Além disso, quando for liberado deverá passar mais oito anos em liberdade condicional, tendo seu comportamento observado pelas autoridades.

A vítima, que tem nome mantido anonimamente, foi submetida a procedimento cirúrgico de mais de nove horas para corrigir os danos causados por Laine e, dentro dos próximos 18 meses, deve passar por outras operações corretoras.

“A parte frontal da face ficou completamente solta do crânio e foi quebrada em dois pedaços”, disse o promotor Timothy Sapwell. “Foi descrita nos relatórios médicos como 'face flutuante'. Os especialistas afirmaram que suas lesões são semelhantes àquelas sofridas em acidentes de carro ou como consequência de um impacto contra objeto pesado em alta velocidade”.

Entretanto, acredita-se que Laine tenha causado as lesões com suas próprias mãos, já que nenhuma arma foi encontrada no local do crime. A vítima foi encontrada inconsciente e em uma poça de sangue, mas acordou na ambulância e identificou seu agressor.

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Ela teve um corte de 10 centímetros no meio da testa e cortes em v acima dos dois olhos. Além disso, sofreu fraturas conhecidas como Le Fort, uma acima dos dentes e outra cruzando o rosto desde o osso maxilar, passando pelos orifícios oculares e pela ponte nasal.

Seu nariz estava tão fraturado que os médicos tiveram dificuldades para ministrar anestésicos e ela perdeu toda a sensação no lábio superior. Cirurgiões usaram ossos do crânio para reparar o nariz e placas de metal foram colocadas nos orifícios oculares, bochechas e maxilar.

“Não aguento mais viver com dor”

A mulher, que não se lembra do ataque, contou à Corte como a agressão afetou sua vida. “Eu passo a impressão de ser uma pessoa forte, mas, na verdade, não sou. Serei submetida a várias outras operações e muito mais tempo no hospital”, disse.

“Eu sinto dores constantes, não consigo me alimentar direito, só posso comer alimentos macios. Não posso mastigar nada, nem carne, nem torrada. Não consigo abrir a boca para bocejar. Choro de dor para limpar meus dentes e simplesmente andar ou falar me dá dores”.

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“Ainda estou viva, mas essa é a única coisa. Não aguento mais viver com dor. Entre todas as coisas, é isso que mais me deixa para baixo”, desabafou. A vítima afirma ter medo de sair de casa porque sente que será alvo de todos os olhares.

Essa é a segunda vez que Laine é preso. Sua primeira ocorrência foi uma agressão grave contra seu pai, em 2008, quando o atingiu com um objeto de vidro. Ele admitiu ser culpado por duas acusações de estupro e uma acusação de agressão.