Três jovens com idade entre 18 e 24 anos foram detidos por estuprar mulher de 30 anos e transmitir o ataque ao vivo; policiais interromperam a filmagem

É possível ver pelo menos um dos suspeitos portando uma arma durante o vídeo do estupro
Reprodução/Facebook
É possível ver pelo menos um dos suspeitos portando uma arma durante o vídeo do estupro

Três homens suspeitos de estuprar uma mulher coletivamente e transmitir a agressão ao vivo via Facebook foram detidos na Suécia. A polícia pede que usuários da rede social entreguem a filmagem às autoridades.

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Em entrevista coletiva na segunda-feira (23), os investigadores que estão trabalhando no caso pediram que pessoas que tenham imagens do estupro colaborem com o processo e entreguem o material. “Nós temos algumas fotos e material em vídeo, mas não temos nenhuma imagem do ataque em si”, disse o procurador-chefe adjunto Magnus Berggren.

Por mais que a filmagem tenha sido retirada do Facebook, o vídeo continua em circulação na internet. O jornal britânico “Daily Mail” publicou fotografias de trechos do vídeo que mostram que pelo menos um dos suspeitos portava uma arma no momento do ataque.

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Os três jovens, que têm 18, 20 e 24 anos de idade, foram presos no domingo (22) em um apartamento da cidade de Uppsala, a cerca de 70 km de distância da capital Estocolmo. A vítima, uma mulher de 30 anos, ainda estava presente no local no momento da prisão.

A polícia entrou em ação depois que membros de um grupo no Facebook viram o ataque ao vivo e alertaram a autoridades. Uma dessas testemunhas disse que a vítima foi despida e abusada sexualmente por um grupo de homens armados durante horas até que a polícia chegou ao local e desligou a câmera.

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Além das imagens que foram ao ar no Facebook, o suspeito de 24 anos supostamente também filmou e fotografou a vítima pela plataforma de mensagens Snapchat. “Meu primeiro pensamento foi ‘como você pode fazer algo assim como uma garota? E como você faz isso ao vivo?’ É totalmente doentio”, afirmou outra testemunha.

De acordo com o procurador-chefe adjunto, além da acusação de violação agravada, por causa do estupro, os suspeitos podem receber outras acusações por terem filmado e transmitido todo o ataque.

Um porta-voz do Facebook nos países nórdicos afirmou que o estupro foi um “crime terrível”. “Nossos times trabalham o dia todo para revisar o conteúdo que é reportado pelos usuários e o Facebook coopera sistematicamente com a polícia em investigações criminais”.

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