França e Estados Unidos já preparam resposta ao Estado Islâmico

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Ocidente se une para enfrentar o Estado Islâmico, que assumiu a autoria dos atentados

O Dia

Após a dor, a luta. A promessa de união contra o grupo extremista Estado Islâmico, que reivindicou a autoria dos atentados que deixaram ao menos 129 mortos anteontem, em Paris, foi a tônica dos discursos adotados por líderes ocidentais.

Cidades ao redor do mundo homenageiam Paris
Reprodução
Cidades ao redor do mundo homenageiam Paris

O presidente francês, François Hollande, classificou a barbárie como “ato de guerra” e disse que os terroristas vão enfrentar uma França determinada e unida. “Vamos liderar a luta e ser implacáveis. Nosso país tem o hábito de se reerguer”, afirmou. Chanceler alemã, Angela Merkel prometeu ajudar a “caçar” os responsáveis pelos atentados. “Esse ataque não visou apenas a Paris, mas a todos nós”, frisou. Primeiro a discursar após os atentados, o presidente americano Barack Obama disse que fará “o que for necessário” para prender os terroristas.

Veja galerias de fotos do atentado terrorista em Paris:

Presidente da França, François Hollande, fala ao telefone no dia depois ao atentado em Paris. Foto: fotos públicas/Christelle ALIX/ Élysée – Présidence de la République françaiseFrançois Hollande reúne-se com Conselho de Defesa após os atentados em Paris.. Foto: fotos públicas/Christelle ALIX/ Élysée – Présidence de la République françaiseAtentado em Paris. Foto: Reprodução/TwitterFrançois Hollande promete caçar terroristas depois de ataque em Paris. Foto: Reprodução/CNNEm pânico pelos barulhos de explosão, público invadiu o campo do Stade de France ao fim do amistoso entre França e Alemanha. Foto: Reprodução/TwitterMoradores jogam roupas de cama pelas janelas para que corpos nas ruas sejam cobertos. Foto: Reprodução TwitterAtentado em Paris. Foto: Reprodução/TwitterO presidente Barack Obama declara apoio aos franceses depois de ataque a Paris nesta sexta-feira (13). Foto: Reprodução/CNNTestemunha dos ataques em Paris. Foto: Reprodução/ TwitterHashtag em apoio às vítimas dos atentados na capital francesa começa a se difundir pelas redes sociais. Foto: Reprodução TwitterMapa mostra os lugares atacados em ação terrorista em Paris nesta sexta-feira (13). Foto: Reprodução/BBC BrasilPrimeiro-ministro britânico David Cameron falou sobre os atentatos de Paris no Twitter. Foto: Reprodução/TwitterA rede social Twitter caiu enquanto Paris era atacada por terroristas na sexta-feira (13). Foto: Reprodução

Ontem, três homens suspeitos de atuar nos ataques — apontados como o maior ato de violência em território francês desde a 2ª Guerra Mundial — foram presos na fronteira com a Bélgica. Detalhes não foram divulgados para não atrapalhar as investigações. Segundo o procurador-geral da França, François Molins, os seis atentados ocorridos sexta-feira foram orquestrados por três equipes que se comunicavam entre si.

Na carta em que reivindica a autoria do crime, o Estado Islâmico diz que a França continua “no topo da lista” de seus alvos e classifica Paris como a “capital do adultério e do vício”. A França faz parte de coalizão liderada pelos EUA que tem atacado, desde o ano passado, o Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

A presidenta Dilma Rousseff usou o Twitter para prestar solidariedade aos franceses: “Consternada pela barbárie terrorista. Manifesto minha solidariedade ao povo e ao governo francês.”

Voluntários enfrentam filas em hospitais para doar sangue

O sábado foi marcado pelo medo de novos atentados e pela solidariedade às vítimas do ataque. Mesmo sob a ameaça de mais atos terroristas, centenas de voluntários se apinharam em filas de hospitais de Paris para doar sangue, já que o estoque estava aquém do necessário para tratar dos 352 feridos.

Na internet, o Facebook oferecia aos usuários a possibilidade de alterar a foto do perfil para acrescentar as cores da França; a rede social também disponibilizou um sistema, desde sexta, para que internautas no perímetro de Paris pudessem avisar se estavam fora de perigo.

Uma logo com a Torre Eiffel adaptada para formar o símbolo da paz tomou conta das redes sociais — a imagem pode ser vista na capa do DIA. A hasthag ‘Pray for Paris’ (Orações por Paris) também invadiu as redes sociais, junto com o relato de celebridades que prestaram solidariedade.

Formada em Relações Internacionais, a brasileira Kenia Guimarães, 38, está em Paris para concluir mestrado e não pensa em deixar a cidade. “Pretendo ficar até 2017. Tenho evitado lugares públicos. Hoje tinha um jantar agendado, mas preferi ficar em casa”, diz ela, que já morou em Nova York e em Washington, cidades que vivem sob ameaças terroristas.

Brasileiros feridos passam bem

Os três brasileiros feridos nos ataques passam bem. Baleado com três tiros nas costas, o arquiteto paulista Gabriel Sepe, 29, foi operado. Camila Issa, 29, e Diego Mauro foram feridos sem gravidade.

Professor de Arquitetura e Urbanismo da USP, José Lira relatou lembranças do atentado no Facebook: “Estávamos numa mesa na calçada, o som da metralhadora muito próximo, vi faíscas. Juro que pensei que eram bombinhas de São João, que poderia fazer parte de alguma brincadeira nesse bairro apinhado de artistas”, contou ele, que não se feriu. “O fato é que não consigo esquecer o olhar frágil mas sereno das vítimas”, completou.

Frases

- ‘Nós somos todos imigrantes,sangramos todos a mesma cor. Rezem pela paz em Paris e em todo o mundo’, Madonna, cantora

- ‘Assistimos com incredulidade aos acontecimentos em Paris e nossos corações estão com todas as vítimas’, Bono Vox, vocalista do U2

- ‘Rezando por Paris. Estou sentado olhando a notícia. Meus pensamentos e meu coração estão com as famílias’, Sam Smith, músico

- ‘Esse é um ataque não apenas contra Paris e o povo da França. É um ataque contra a humanidade’, Barack Obama, presidente dos EUA

- ‘Devemos combater sem trégua os atos hediondos cometidos em Paris’, Dilma Rousseff, presidenta da República

- ‘Sinto dor. Não entendo estas coisas, feitas por seres humanos. Por isso estou comovido. Rezo por todos’, Papa Francisco

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