Secretário de Defesa dos EUA reconhece avanços da Al-Qaeda no Iêmen

Por Agência Brasil | - Atualizada às

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A Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa) representa "há muito tempo uma ameaça grave para o Ocidente", disse a autoridade

Agência Brasil

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, reconheceu nesta quarta-feira (8) que a rede Al-Qaeda tem avançado no Iêmen e prometeu que Washington vai continuar a combater o grupo extremista, apesar do atual caos no país.

Cenário: Combates tornam principal porto do Iêmen em cidade fantasma

Rebeldes xiitas conhecidos como houthis levantam suas armas para protestar contra os ataques aéreos sauditas em Saana, Iêmen (26/03)
AP
Rebeldes xiitas conhecidos como houthis levantam suas armas para protestar contra os ataques aéreos sauditas em Saana, Iêmen (26/03)

Ontem: Combates no Iêmen deixam 540 mortos e 1,7 mil feridos, segundo a OMS

“Vimos grandes progressos na região”, disse Carter, em Tóquio, onde se encontra no âmbito de uma visita à Ásia.

A Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa) representa “há muito tempo uma ameaça grave para o Ocidente – incluindo os Estados Unidos –, que continuaremos a combater”, disse Carter, em entrevista coletiva conjunta com o seu colega japonês, Gen Nakatani.

“É claro que é sempre mais fácil desenvolver operações antiterroristas quando há um governo estável, que aceita cooperar”, afirmou, ressaltando que as operações não devem, porém, ser interrompidas. “Devemos fazê-las de outra maneira e vamos fazê-las”. Carter disse esperar que “a ordem seja restaurada no Iêmen” não só para que “seja mais fácil atingir a Aqpa, mas também para acabar com o sofrimento da população”.

No fim de semana, a Aqpa, o braço mais perigoso da rede extremista sunita, tomou o quartel-general do Exército e o Porto de Moukalla, no Sudoeste do Iêmen.

Os Estados Unidos apoiam a coligação liderada pela Arábia Saudita, que lançou ataques aéreos em 26 de março para conter o avanço dos rebeldes huthis e das forças aliadas do ex-presidente Ali Abdallah Saleh, e apoiam o atual presidente Abd Rabbo Mansur Hadi.

A Organização Mundial da Saúde informou, nessa terça-feira, que pelo menos 540 pessoas foram mortas e 1,7 mil feridas no Iêmen desde o dia 19 de março.

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