Após pedido do editor, o cartunista Sine teria se recusado a pedir desculpas por ter associado judeus ao sucesso financeiro

O cartunista Maurice Sinet, que assina sob o pseudônimo Sine, foi demitido da revista satírica Charlie Hebdo em 2009, por incitação ao ódio racial. Ele enfrenta acusações sobre uma coluna que causou mal estar entre os intelectuais parisienses, culminando na sua demissão da revista.

O problema surgiu depois de rumores que o filho do ex-presidente francês, Sarkozy, planejava se converter ao judaísmo. Sine, em sua coluna, publicou: "Este pequeno rapaz vai ter sucesso na vida".  Um comentarista político rebateu a coluna e acusou o chargista de publicar uma ligação preconceituosa sobre judeus e sucesso social. Quando o editor da revista pediu que Sine apresentasse desculpas sobre o comentário, ele se recusou, resultando em sua demissão. Na época, parte da esquerda libertária defendeu Sine, alegando o direito à liberdade de expressão.

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Sine respondeu processo judicial sobre seus comentários. O filho do ex-presidente, à época, negou a conversão ao judaísmo.

Veja fotos do ataque à redação da Charlie Habdo, em Paris:


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