Em áudio de 17 minutos, Abu Bakr al-Baghdadi conclama seus seguidores a 'explodir os vulcões da jihad em todos os lugares'

Em um áudio divulgado dias após os boatos de que teria sido atingido por bombardeio liderado pelos EUA, o líder do Estado Islâmico disse que a campanha falhou em sua missão e que eventualmente teriam de enviar tropas terrestres para a batalha contra os extremistas. 

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Suposta foto do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, durante sermão em mesquita no Iraque (julho/2014)
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Suposta foto do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, durante sermão em mesquita no Iraque (julho/2014)


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No áudio de 17 minutos, Abu Bakr al-Baghdadi conclama seus seguidores a "explodir os vulcões da jihad em todos os lugares". O conteúdo foi postado na internet na quinta-feira. A gravação pareceu ser autêntica.

"Tenham a certeza, muçulmanos, o vosso Estado está bem e em boas condições", diz o líder do EI, de acordo com a transcrição, em inglês, da mensagem divulgada junto a gravação. O conteúdo é o primeiro de al-Baghdadi desde o vídeo divulgado em julho, logo após ter proclamado um califado no norte da Síria e do Iraque. 

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Os Estados Unidos disseram que a coligação lançou uma série de ataques perto de Mosul, Iraque, na sexta-feira (7), tendo como alvo líderes do Estado Islâmico, o que provocou uma série de rumores sobre al-Baghdadi estaria ferido ou mesmo morto.

No áudio, al-Baghdadi ressalta que os esforços dos Estados Unidos e da coligação contra o EI estão falhando. "A marcha não vai parar, e continuará a se expandir, com a permissão de Alá", diz ele, e acrescenta que "a marcha mujahedin continuará até chegar a Roma".

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"Em breve, os judeus e os cruzados serão forçados a vir ao terreno e enviar as suas forças para a morte e a destruição", disse, referindo-se ao envio de tropas da coligação para o combate em solo, não apenas por ataques aéreos.

Em Washington, o general do Exército dos EUA, Martin Dempsey, disse ao Congresso na quinta-feira que os Estados Unidos consideram enviar um número modesto de forças americanas para lutar com as tropas iraquianas enquanto eles se envolvem em missões mais complexas na campanha contra os militantes do Estado Islâmico.

"Não estou dizendo que recomendo o envio de forças a Mosul e ao longo da fronteira, mas estamos certamente considerando essa alternativa", disse Dempsey ao Comitê de Serviços Armados da Câmara.

*Com AP e Agência Brasil

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