Governo e Parlamento oficiais do país têm operado de cidades a centenas de quilômetros da capital; EUA prometem apoio

Reuters

Um governo autodeclarado criado por um grupo armado que tomou a capital líbia em agosto assumiu os sites da administração estatal e da companhia nacional de petróleo, aumentando a confusão sobre quem está no comando do país.

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Com o governo e o Parlamento oficiais da Líbia agora operando a partir de cidades a centenas de quilômetros a leste da capital, Trípoli, o grupo armado, da cidade ocidental de Misrata e que tomou edifícios ministeriais, passou a controlar seus sites na Internet.

A página do primeiro-ministro, Abdullah Thinni, que tem seu gabinete na cidade oriental de Bayda, mostra a foto do homem que os rebeldes de Misrata declararam como premiê, Omar al-Hasi, e lista os nomes de sua nova equipe.

O grupo, que se autodenomina o governo da Salvação Nacional, também assumiu o site da National Oil Corp, onde está a imagem do ministro do Petróleo do governo autodeclarado.

Militantes chegam à capital líbia, Trípoli, no ano de 2012: paz está cada vez mais ameaçada
AP
Militantes chegam à capital líbia, Trípoli, no ano de 2012: paz está cada vez mais ameaçada

Vizinhos da Líbia e as potências ocidentais temem que o conflito entre os dois governos rivais poderá arrastar o membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para uma guerra civil.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois de se reunir com o chanceler líbio, Mohamed al-Dairi, em Paris, nesta terça-feira (14), prometeu apoio contínuo dos EUA ao governo oficial da Líbia e reiterou sua oposição a uma intervenção externa no país, disse um alto funcionário do Departamento de Estado.

No mês passado, a Organização das Nações Unidas (ONU), que reconhece o governo de Thinni, deu início a negociações destinadas a solucionar a crise, reunindo membros da Câmara dos Deputados e legisladores de Misrata que boicotaram a assembleia formada em agosto em Tobruk, perto da fronteira com o Egito.

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