Grupo armado de Trípoli autoproclama novo governo na Líbia

Por Reuters | - Atualizada às

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Governo e Parlamento oficiais do país têm operado de cidades a centenas de quilômetros da capital; EUA prometem apoio

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Um governo autodeclarado criado por um grupo armado que tomou a capital líbia em agosto assumiu os sites da administração estatal e da companhia nacional de petróleo, aumentando a confusão sobre quem está no comando do país.

Veja os principais grupos terroristas da atualidade:

Boko Haram: radicais islâmicos têm atacado a Nigéria com atentados, assassinatos e sequestros para derrubar o governo e criar Estado islâmico. Foto: APBoko Haram: traduzido, nome que designa o grupo significa 'a educação ocidental é pecado'. Há temores de que estejam ligados a grupos como a Al-Qaeda. Foto: APFrente al-Nusra: a Frente de Suporte para o Povo da Síria, em tradução livre, é uma milícia islâmica criada em 2012 que atua na guerra síria. Foto: Reprodução/YoutubeFrente al-Nusra: a milícia, descrita pelos próprios rebeldes como bem estruturada, luta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad. Foto: Wikimedia CommonsEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): grupo jihadista visa a formar emirado islâmico  em territórios no Iraque e na Síria. Foto: APEstado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL): os militantes foram considerados verdadeiras ameaças regionais pelos EUA após tomarem Mosul. Foto: APAl-Shabab: grupo somali tem ligações com a Al-Qaeda e promove ataques contra o Quênia desde 2011 em resposta ao envio de tropas do país à Somália. Foto: APAl-Shabab: grupo, cujo nome significa 'A Juventude', apareceu como ala radical da extinta União das Cortes Islâmicas da Somália em 2006. Foto: ReutersEmirado do Cáucaso: os rebeldes reivindicam a criação de um Estado islâmico independente na região russa que inclui a Chechênia. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda na Península Arábica: braço do grupo terrorista no Iêmen querem, entre outros objetivos, atacar ocidentais e derrubar a família real saudita, aliada dos EUA. Foto: Reprodução/YoutubeTaleban: grupo integra o movimento islâmico nacionalista no Paquistão e Afeganistão e visa a expulsar invasores dos EUA e da Otan. Foto: APAl-Qaeda no Magreb Islâmico: com essa nomenclatura desde 2007, grupo atua na Argélia e em parceria com terroristas de países vizinhos. Ocidentais são alvos. Foto: Reprodução/YoutubeAl-Qaeda: rede criada por Osama bin Laden nos anos 1980 objetiva acabar com a influência ocidental em países muçulmanos. Foto: Reprodução/Youtube

Com o governo e o Parlamento oficiais da Líbia agora operando a partir de cidades a centenas de quilômetros a leste da capital, Trípoli, o grupo armado, da cidade ocidental de Misrata e que tomou edifícios ministeriais, passou a controlar seus sites na Internet.

A página do primeiro-ministro, Abdullah Thinni, que tem seu gabinete na cidade oriental de Bayda, mostra a foto do homem que os rebeldes de Misrata declararam como premiê, Omar al-Hasi, e lista os nomes de sua nova equipe.

O grupo, que se autodenomina o governo da Salvação Nacional, também assumiu o site da National Oil Corp, onde está a imagem do ministro do Petróleo do governo autodeclarado.

AP
Militantes chegam à capital líbia, Trípoli, no ano de 2012: paz está cada vez mais ameaçada

Vizinhos da Líbia e as potências ocidentais temem que o conflito entre os dois governos rivais poderá arrastar o membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para uma guerra civil.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, depois de se reunir com o chanceler líbio, Mohamed al-Dairi, em Paris, nesta terça-feira (14), prometeu apoio contínuo dos EUA ao governo oficial da Líbia e reiterou sua oposição a uma intervenção externa no país, disse um alto funcionário do Departamento de Estado.

No mês passado, a Organização das Nações Unidas (ONU), que reconhece o governo de Thinni, deu início a negociações destinadas a solucionar a crise, reunindo membros da Câmara dos Deputados e legisladores de Misrata que boicotaram a assembleia formada em agosto em Tobruk, perto da fronteira com o Egito.

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