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Atual rodada de violência, a terceira em apenas cinco anos, foi antecedida pela morte de 3 jovens israelenses e de um palestino

O Exército de Israel lançou no dia 8 a Operação Margem de Proteção contra a Faixa de Gaza, território controlado pelo grupo militante Hamas. Em quase 30 dias do conflito, a guerra matou ao menos 1.800 palestinos e mais de 60 israelenses e um trabalhador rural tailandês, além de ter desencadeado os combates mais pesados entre os dois lados desde uma batalha de oito dias em novembro de 2012 .

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Fumaça sobe após ataque aéreo de Israel contra a Faixa de Gaza (15/7)
AP
Fumaça sobe após ataque aéreo de Israel contra a Faixa de Gaza (15/7)

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Israel justifica a campanha aérea e, posteriormente, o envio de soldados para o território afirmando que seu objetivo é pôr fim às capacidades militares do Hamas, impedir o lançamento de foguetes contra o seu território - que poriam em risco milhões de cidadãos israelenses -  e destruir tunéis usados por militantes para atravessar em direção a Israel e lançar ataques.

A atual rodada de violência, a terceira em apenas cinco anos, foi antecedida por um acordo de reconciliação entre o Hamas, visto como organização terrorista por Israel, e a facção laica Fatah, que controla a Cisjordânia e é o único interlocutor reconhecido pelo Estado judeu para uma eventual negociação de paz. Israel não aceita o acordo entre os dois grupos.

A violência irrompeu em meio ao aumento de tensão entre os dois lados com a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia e, posteriormente, com a morte do jovem palestino Muhammad Abu Khdeir, 16, cujo corpo foi encontrado carbonizado em Jerusalém .

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Apesar de acusar o Hamas pela morte dos seminaristas judeus Gil-Ad Shaer e Naftali Fraenkel (israelo-americano), ambos de 16 anos, e de Eyal Yifrah, de 19 anos, Israel não apresentou provas da autoria do grupo, que negou a acusação. Em relação ao assassinato do palestino Khdeir, Israel prendeu alguns suspeitos , com três deles tendo confessado que mataram o adolescente em retaliação ao sequestro e morte dos israelenses .

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Segundo o governo israelense, militantes da Faixa de Gaza retomaram os disparos de foguetes contra Israel em 12 de junho, dia em que os três adolescentes israelenses desapareceram . Ainda de acordo com Israel, os disparos se intensificaram em 30 de junho, quando os jovens foram encontrados mortos

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Em 7 de julho, 80 foguetes foram direcionados contra as cidades israelenses, elevando para 284 o total de projéteis lançados de 12 de junho a 7 de julho. Em resposta, Israel iniciou a ofensiva aérea no dia seguinte.

Nove dias depois, em 17 de julho, Israel invadiu Gaza, dando início à sua ofensiva terrestre . A nova fase do conflito aumentou drasticamente o número de vítimas entre os palestinos e causou dezenas de mortos entre os soldados israelenses.

Gaza é uma  faixa costeira de apenas 40 km de extensão e 10 km de largura com 1,7 milhão de habitantes que faz fronteira com Egito, Israel e o Mar Mediterrâneo.

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