'Terminará quando nossos objetivos forem alcançados. E o principal objetivo é restaurar a paz e a calma', disse Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu nesta sexta-feira avançar com a ampla ofensiva militar na Faixa de Gaza , afirmando que a pressão internacional não deterá o que chamou de esforço determinado para impedir o lançamento de foguetes por militantes palestinos, enquanto o número de mortos em um conflito de quatro dias ultrapassou 100 .

Hoje: Número de mortos passa de 100 em Gaza enquanto foguetes atingem Israel

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, faz pausa durante coletiva no Ministério da Defesa em Tel Aviv
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Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, faz pausa durante coletiva no Ministério da Defesa em Tel Aviv

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Falando em uma coletiva, Netanyahu desconsiderou uma questão sobre os possíveis esforços de cessar-fogo, sinalizando que não está à vista nenhum fim para a operação. "Terminará quando nossos objetivos forem alcançados. E o principal objetivo é restaurar a paz e a calma", disse.

Israel lançou a ofensiva na terça-feira em resposta a semanas de um pesado lançamento de foguetes de Gaza. Ao menos 103 palestinos, incluindo dezenas de civis, morreram, de acordo com o Ministério da Saúde palestino em Gaza. Militantes palestinos dispararam mais de 600 foguetes contra Israel.

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Um dos foguetes disparados atingiu um posto de gasolina e o incendiou nesta sexta no sul de Israel, ferindo seriamente um homem, e o Exército afirmou ter piorado a condição de um soldado atingido por um estilhaço na quinta-feira. Mas não houve mortes no lado israelense, em grande parte por causa de um novo sistema de defesa antiaérea que interceptou mais de 100 projéteis.

Quinta: Israel amplia ofensiva aérea contra o Hamas em Gaza

Netanyahu disse ter estado em contato com vários líderes mundiais, incluindo o presidente Barack Obama e os líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Canadá. Ele afirmou ter tido "boas discussões" com seus homólogos, dizendo-lhes que nenhum outro país toleraria ataques repetidos contra seus cidadãos. "Nenhuma pressão internacional nos impedirá de agir com força total", disse.

Quarta: Israel intensifica ataques contra alvos do Hamas na Faixa de Gaza

Os aliados de Israel apoiam o direito do país à legítima defesa, mas pedem contenção. O secretário-geral da ONU expressou preocupações sobre o número de vítimas em Gaza e, nesta sexta, a principal autoridade de direitos humanos da ONU disse que a campanha aérea pode violar leis internacionais que proíbem os ataques contra os civis.

"Recebemos informações profundamente perturbadoras de que muitas das mortes de civis, incluindo crianças, aconteceram como resultado de ataques contra casas", disse Navi Pillay, a comissária da ONU para direitos humanos.

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"Tais informações levantam sérias dúvidas sobre se os bombardeios israelenses estão de acordo com a lei humanitária internacional e a lei internacional de direitos humanos", afirmou.

Netanyahu subestimou tal crítica, dizendo que a campanha aérea de Israel tem como objetivo alvos militares.

Ele culpou o grupo militante Hamas por causar as baixas civis, afirmando que seus membros se escondem em áreas residências. Ele também criticou o grupo por atacar centros populacionais israelenses.

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Israel enviou milhares de soldados para a fronteira em um preparativo para uma possível invasão terrestre. Netanyahu foi evasivo sobre se haverá uma operação terrestre, apenas dizendo: "Estamos considerando todas as possibilidades."

*Com AP

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