Ataques matam 15 palestinos. Governo autoriza Exército a mobilizar mais 40 mil reservistas se ação precisar ser ampliada

O Exército israelense lançou nesta terça-feira o que poderia ser uma ofensiva de longo prazo contra a Faixa de Gaza, que é controlada pelo grupo militante islâmico Hamas, atingindo quase cem locais e mobilizando soldados para uma possível invasão terrestre com o objetivo de barrar o lançamento de foguetes contra Israel. Os ataques por ar e mar mataram ao menos 15 palestinos, incluindo três crianças, disseram fontes palestinas.

Segunda: Hamas promete vingança por mortes em Gaza; Israel convoca reservistas

Fumaça e fogo sobem de ataque aéreo de Israel em Rafah (8/7)
AP
Fumaça e fogo sobem de ataque aéreo de Israel em Rafah (8/7)

Ofensiva: Ataques israelenses matam nove na Faixa de Gaza

O Exército disse que a "Operação Margem de Proteção" procura atingir o Hamas e pôr fim aos foguetes que alcançaram maior alcance dentro de Israel e foram intensificados em semanas recentes.

Após o lançamento da ofensiva, o governo israelense deu ao Exército permissão para mobilizar 40 mil reservistas adicionais. O Exército afirmou que ainda não há plano imediatos de convocá-los, mas que a ordem é contingencial se a ofensiva realmente precisar ser ampliada. Israel já mobilizou cerca de 1,5 mil reservistas.

Os ataques acontecem em meio ao aumento de tensão pela morte de três adolescentes israelenses e pelo aparente assassinato de vingança de um jovem palestino cometido por três suspeitos judeus .

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O Exército afirmou que tentava "manter a estabilidade dos residentes do sul de Israel, eliminar as capacidades do Hamas e destruir a infraestrutura de terror operando contra o Estado de Israel e seus civis".

Quase 300 foguetes e morteiros foram disparados contra Israel em semanas recentes, incluindo uma barragem de cerca de cem projéteis na segunda-feira, disse o Exército, um grande aumento depois de anos de uma calma relativa que se seguiu à campanha prévia de Israel para pôr fim aos lançamentos de foguetes de Gaza.

Veja fotos dos ataques de Israel contra Gaza:

Israel respondeu com dezenas de ataques aéreos, e oito militantes palestinos foram mortos na segunda. Israel sinalizou que não lançaria uma ampla ofensiva se o Hamas parasse de lançar os foguetes. Mas, ao mesmo tempo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruiu o Exército a preparar opções para todos os cenários.

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"Repetidamente alertamos o Hamas que isso deve parar, e as forças de defesa de Israel atualmente estão agindo para acabar com isso de uma vez por todas", disse o porta-voz de Netanyahu, Mark Regev.

O porta-voz militar Peter Lerner disse que a atual rodada de hostilidades era ditada pelo Hamas e que Israel manteria suas ações enquanto seus cidadãos estiverem sob fogo de Gaza. "Não esperamos que seja uma missão curta do nosso lado", afirmou. Lerner, o porta-voz do Exército, disse que Israel gradualmente aumentará seus ataques contra o Hamas em Gaza.

O Hamas acumulou 10 mil foguetes, incluindo foguetes de longo alcance que podem alcançar "até Tel Aviv e além", disse Lerner, acrescentando que o Exército se prepara para a possibilidade de o grupo militante lançar foguetes em direção à parte central de Israel e a suas áreas culturais e comerciais.

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Lerner afirmou que o sequestro e a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia no mês passado têm conexão com o lançamento intensificado de foguetes por militantes do Hamas em Gaza. Israel culpa o rapaz pelo sequestro dos jovens e conduz uma caçada por dois palestinos afiliados ao grupo na Cisjordânia que, acredita, são responsáveis pelo crime.

*Com AP

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