Obama pede ao Congresso US$ 500 milhões para rebeldes sírios

Por iG São Paulo |

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Dinheiro seria usado para treinar e armar membros da oposição a Assad. Guerra civil síria alimenta insurgência sunita no Iraque

O presidente americano, Barack Obama, pediu ao Congresso nesta quinta-feira US$ 500 milhões para treinar e armar membros da oposição síria, enquanto os EUA tentam encontrar com dificuldade uma forma de parar uma guerra civil que também alimentou a insurgência inspirada na Al-Qaeda no vizinho Iraque.

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AP
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O programa de treinamento militar aprofundaria o envolvimento do governo Obama no conflito de mais de três anos entre rebeldes e forças leais ao presidente sírio, Bashar al-Assad. Se aprovado pelo Congresso, o programa forneceria um sistema secreto de treinamento e assistência dirigido pelas agências de inteligência americanas.

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O programa sírio faz parte de um pedido de US$ 65,8 bilhões para operações mais amplas no exterior enviado ao Congresso nesta quinta. O pacote inclui US$ 1 bilhão para estabilizar nações na fronteira da Síria que sofrem com os efeitos da guerra civil. Também formaliza um pedido para US$ 1 bilhão previamente anunciado para fortalecer a presença dos EUA no centro e leste da Europa em meio às ameaças de movimentos da Rússia na Ucrânia.

Os pedidos surgem enquanto Obama enfrenta novas críticas sobre suas políticas na Síria, que alguns oponentes da Casa Branca dizem ter permitido o fortalecimento da insurgência sunita que pressiona o Iraque. Autoridades dos EUA cada vez mais veem a instabilidade na Síria e no Iraque com um único desafio, com a fronteira entre os dois países cada vez mais indefinida.

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Obama indicou no início deste ano que buscava formas para aumentar a assistência aos rebeldes moderados da Síria que enfrentam dificuldades para obter ganhos em seus confrontos contra as forças de Assad.

Autoridades disseram que o governo coordenaria com o Congresso e players regionais sobre os tipos específicos de treinamento e assistência que os EUA dariam à oposição. Uma opção potencial seria posicionar oficiais americanos na Jordânia e conduzir o treinamento ali.

*Com AP

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