EUA enviam porta-avião, navios de guerra e marines à região para se preparar para decisão de presidente Obama sobre crise

Enquanto militantes islâmicos avançam no Iraque em direção à capital Bagdá, o Pentágono envia poder de fogo e oficiais para a região para se preparar para quaisquer que sejam as ordens do presidente americano, Barack Obama, em relação à crise.

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Manifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4)
AP
Manifestantes gritam em favor do Estado Islâmico do Iraque e do Levante em frente do governo provincial de Mosul (16/4)

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Já na Embaixada dos EUA em Bagdá há dezenas de marines e de soldados do Exército como reforço de segurança. Outros 100 oficiais estão na região para oferecer apoio, se necessário, disse o Pentágono.

O porta-aviões George H.W. Bush e cinco outros navios de guerra estão agora no Golfo Pérsico. Mais de 500 marines e dezenas de helicópteros estão a postos. Uma das principais prioridades: retirar todos os americanos da embaixada se for preciso.

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Na segunda-feira, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, reconheceu em uma entrevista ao Yahoo! News que estão sendo considerados ataques aéreos contra alvos iraquianos. "Eles não são a única resposta, mas podem ser uma das opções importantes para conter a maré e parar a movimentação de pessoas em comboios e caminhões abertos aterrorizando a população", disse.

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O governo Obama, que descartou o uso de tropas terrestres, enfrenta escolhas difíceis se optar em responder. Os EUA aumentaram a vigilância com drones (aviões não tripulados) sobre o oeste e o norte do Iraque em um esforço para compilar mais informações de inteligência. Mas usar caças contra alvos militantes poderia ser difícil pela sua proximidade com áreas civis.

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Entre as opções sob consideração pelos EUA está a politicamente intragável de cooperar com o Irã para barrar os ganhos dos militantes. Apesar de Kerry não ter afirmado que a cooperação com o Irã está sob uma discussão ativa, ele não "rejeita nada que seria construtivo para fornecer real estabilidade".

"Acho que estamos abertos a qualquer processo construtivo que minimizaria a violência, manteria a integridade territorial do Iraque e eliminaria a presença de forças terroristas externas que estão desintegrando o país", afirmou Kerry.

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O Irã desempenha um papel-chave já que é aliado do governo de liderança xiita do Iraque. Na semana passado, um funcionário de segurança em Bagdá afirmou à rede de TV CNN que o país persa enviou cerca de 500 membros da Guarda Revolucionária para ajudar a combater os militantes sunitas. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, negou essa informação durante o fim de semana, mas disse que estaria pronto para ajudar se for requisitado.

Avanço territorial

Imagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana colocados em caminhonetes em Tikrit, Iraque
AP
Imagem postada em site militante em 14/6 parece mostrar membros do EIIL com soldados iraquianos à paisana colocados em caminhonetes em Tikrit, Iraque

Desde a noite de segunda-feira, a cidade de Baquba, que fica a apenas 45 minutos de carro de Bagdá, é  palco de confrontos entre militantes e forças do governo . De acordo com um policial em Baquba e outro no gabinete do governador, integrantes do Exército Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) "obtiveram um grande avanço" na cidade e impõem forte pressão para capturar seu controle, mas ainda não o conseguiram.

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Há informações de que forças de segurança curdas também estão em choque com militantes do EIIL nos arredores de Saadiya, a cerca de 89 km ao norte de Bagdá, enquanto tentam retormar o controle da cidade. Eles também disputam a vila de Bashir, a sudoeste de Kirkuk.

Os militantes, que já controlam um pedaço da Síria, começaram na semana passada uma ofensiva que permitiu que várias partes do norte do Iraque saíssem do controle do governo e muitos temem que cheguem a Bagdá. O grupo extremista já dominava partes da ocidental Província de Anbar há meses em meio à piora da divisão sectária.

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