Suspeito de ataques a centros judeus nos EUA seria ex-líder de grupo antissemita

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Frazier Glenn Cruz, 73, foi alvo de 'caçada' nacional em 1987 e fundou grupo supremacista. Ele também concorreu às eleições

O homem acusado de matar três pessoas em ataques a diferentes centros judeus nos arredores do Kansas, Estados Unidos, no domingo (14), é um supremacista branco que já concorreu a cargos públicos em plataforma do poder branco e já foi objeto de uma caçada nacional.

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AP
Nesta foto fornecida pela 41ActionNews, Frazier Glenn Cruz é levado pela polícia acusado de matar 3 pessoas em centros judeus no Kansas, EUA (13/04)


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Em coletiva, o chefe de polícia John Douglass se recusou a identificar publicamente o suspeito. Mas um funcionário, falando sob a condição de anonimato, já que não estava autorizado a discutir o caso, identificou o suspeito como Frazier Glenn Cruz, de 73 anos.

"Hoje é um dia triste e muito trágico", disse Douglass.

Segundo a polícia, os ataques aconteceram com poucos minutos de diferença um do outro. No domingo (13), um homem armado abriu fogo contra duas pessoas no estacionamento do Centro de Comunidade Judaica da Grande Cidade do Kansas.

Em seguida, ele dirigiu alguns quarteirões para uma comunidade de aposentados judaica, Aldeia Shalom, e matou a tiros uma mulher ou uma jovem, de acordo com Douglass. Autoridades prenderam o suspeito em um estacionamento da escola, pouco tempo depois do crime.

Autoridades se recusaram a divulgar os nomes das vítimas, mas as famílias de duas delas divulgaram comunicado identificando-as como William Lewis Corporon, morto no local, e seu neto de 14 anos, Reat Griffin Underwood, que morreu no hospital. Ambos eram critãos e a família agradeceu aos membros da congregação da igreja, entre outros, pelo apoio.

"Estamos confortados sabendo que eles estão juntos no céu", afirmaram os parentes.

Rebecca Sturtevant, uma porta-voz do hospital, disse que os membros da família disseram que Corporon havia levado o neto para o centro da comunidade para que o menino pudesse participar de uma competição de canto.

Douglass disse que o suspeito fez várias declarações para a polícia, "mas é muito cedo para dizer o que ele pode ou não ter dito." Ele também informou que era cedo também para determinar se houve um motivo antissemita para os ataques ou se eles serão investigados como crimes de ódio. A festa judaica da Páscoa começa nesta segunda (14).

"Estamos investigando o caso como um crime de ódio. Estamos investigando como um ato criminoso. Nós não descartam nenhuma hipótese", informou ele.

Embora o suspeito tenha sido divulgado com o sobrenome Cruz, ele é provavelmente mais conhecido como Frazier Glenn Miller. A pesquisa de registros públicos mostra que ele usava os dois nomes, mas se refere a si mesmo em seu site como Glenn Miller e atendia pelo nome Frazier Glenn Miller entre 2006 e 2010, durante campanha para cargos públicos.

O Southern Poverty Law Center, que monitora grupos de ódio, disse que chegou a esposa de Miller, Marge, por telefone e que ela afirmou que autoridades haviam ido a sua casa para avisar que seu marido havia sido preso por ataques, no domingo.

De acordo com a instituição, Miller esteve envolvido no movimento de supremacia branca por grande parte de sua vida. Ele fundou o 'Cavaleiros da Carolina' da Ku Klux Klan e foi seu 'grande dragão' na década de 1980 antes do Southern Poverty Law Center processa-lo pelo funcionamento de uma organização paramilitar ilegal e que usava táticas de intimidação contra os negros. Mais tarde ele fundou outro grupo de supremacia branca, o Partido Patriota Branco.

Miller, um veterano do exército e motorista de caminhão aposentado, foi objeto de caçada nacional em 1987, depois de ter violado os termos de sua condicional após processo por operar um acampamento paramilitar. A busca terminou após os agentes federais encontraram Miller e outros três homens em uma casa móvel cheios de granadas, armas automáticas e milhares de cartuchos de munição. Miller tentou correr nas eleições de 2006 e ao Senado, em 2010.

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