Anúncio de auxílio é feito com chegada de secretário de Estado John Kerry a Kiev, onde discute crise com novo governo

O secretário de Estado John Kerry viajou para Kiev nesta terça-feira para mostrar o apoio dos EUA ao novo governo da Ucrânia, que assumiu o poder após a fuga do presidente deposto Viktor Yanukovych , e o governo de Barack Obama anunciou um pacote de subsídios de energia de US$ 1 bilhão com sua chegada à capital ucraniana.

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Putin: Houve golpe na Ucrânia e Rússia tem direito de usar a força se necessário

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry (D), cumprimenta manifestante ucraniano em barricadas em Kiev, Ucrânia
AP
Secretário de Estado dos EUA, John Kerry (D), cumprimenta manifestante ucraniano em barricadas em Kiev, Ucrânia

Alerta: EUA preparam sanções contra a Rússia, diz Obama

Os rápidos acontecimentos surgiram enquanto os EUA preparam sanções econômicas em meio às preocupações de que a Rússia está pronta para estender sua presença militar na ex-república soviética para além da estratégica Península da Crimeia.

Kerry chegou enquanto o governo ucraniano lida com uma tomada de controle militar russa da Crimeia, região em sua maioria pró-Rússia localizada no sudeste do país. Em uma entrevista, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que não seria contido por sanções econômicas impostas pelo Ocidente.

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Além do pacote de energia, a Casa Branca anunciou que também oferecerá à Ucrânia treinamento para instituições financeiras e eleitorais, esforços anticorrupção e aconselhamento técnico sobre seus direitos comerciais com a Rússia.

Entre umas das medidas já adotadas por Washington contra Moscou está a suspensão do que foi descrito como discussões sobre um tratado de investimento comercial bilateral. Na segunda, o Pentágono anunciou a suspensão de engajamentos entre os Exércitos dos dois países, incluindo exercícios, encontros bilaterais, visitas portuárias e conferências.

Veja imagens da presença militar da Rússia na Crimeia:

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Em seus primeiros comentários desde que Yanukovych fugiu de Kiev no mês passado para abrigar-se em Moscou , Putin descreveu nesta terça-feira a situação na Ucrânia como resultado de um "golpe inconstitucional", afirmando que Moscou se reserva o direito de usar a força como "último recurso".

Putin também acusou o Ocidente de usar a decisão do líder deposto de descartar um acordo com a União Europeia (UE) para ter laços mais estreitos com a Rússia como desculpa para encorajar um golpe inconstitucional na Ucrânia e direcioná-la para a anarquia. Ele também declarou que quaisquer sanções que forem impostas contra a Rússia serão um tiro no pé.

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Falando de sua residência nos arredores de Moscou, Putin afirmou que ainda considera Yanukovych como o líder da Ucrânia e espera que a Rússia não precise usar a força no leste da Ucrânia, cujo idioma predominante é o russo.

Na manhã desta terça em Washington, a Casa Branca disse que as garantias de empréstimo de US$1 bilhão têm o objetivo de ajudar a Ucrânia a proteger-se de reduções nos subsídios de energia. A Rússia fornece uma porção substancial do gás natural da Ucrânia, e funcionários americanos disseram também estar preparados para reduzir a dependência de Kiev em relação a essas importações. Segundo a Casa Branca, a assistência visa a suplementar um pacote de ajuda mais amplo do Fundo Monetário Internacional, que atualmente tem funcionários na Ucrânia trabalhando com o novo governo.

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Na segunda-feira, o bloco de 28 países da UE ameaçar paralisar conversas que acontecem há muito tempo sobre a liberação de vistos e negociações sobre uma maior cooperação econômica se as tropas russas na Península da Crimeia não voltarem a suas bases até quinta-feira.

Os funcionários americanos que viajam a Kiev dizem que Washington observa com cuidado se a Rússia tentará avançar para além da Crimeia. Segundo eles, helicópteros russos quase voaram para o espaço aéreo da Ucrânia continental antes de serem interceptados por jatos controlados por Kiev. Há estimativas de que foram enviados à Crimeia 16 mil soldados russos.

*Com AP

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