Coreia do Sul promete resposta rápida a eventual ataque do Norte; EUA usam jatos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Em reunião com ministro da Defesa e altos funcionários, líder sul-coreana ordena 'forte resposta sem quaisquer considerações políticas' se houver qualquer provocação contra país

A Coreia do Sul prometeu contra-atacar rapidamente se o Norte realizar qualquer ataque a seu território, alertou a nova presidente sul-coreana nesta segunda-feira enquanto as tensões se intensificaram na Península Coreana em meio às ameaças da Coreia do Norte e ao envio de caças invisíveis a radares pelos EUA à região.

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AP
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"Se houver qualquer provocação contra a Coreia do Sul e seu povo, deve haver uma forte resposta no combate inicial, sem quaisquer considerações de ordem política", disse a presidente Park Geun-hye ao ministro da Defesa e altos funcionários em uma reunião. O Sul alterou suas regras de engajamento militar de modo a permitir que unidades locais reajam imediatamente a ataques em vez de esperar permissão de Seul.

A Coreia do Norte diz que a região está à beira de uma guerra nuclear depois da imposição de sanções da ONU em resposta a seu terceiro teste nuclear, realizado em fevereiro, e a uma série de exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul, que incluíram uma rara demonstração do poder aéreo americano.

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A Coreia do Norte, cuja economia é menor hoje do que há 20 anos, nomeou nesta segunda-feira um reformista para o decorativo cargo de primeiro-ministro, embora a manobra tenha servido principalmente para consolidar o poder do clã do dirigente Kim Jong-un.

O governo norte-coreano disse no sábado que está entrando em um "estado de guerra" com o Sul, em resposta ao que chama de exercícios militares "hostis" que são realizados pela Coreia do Sul. Mas não há sinais de atividades incomuns do Exército norte-coreano que sugiram uma agressão iminente, informou uma autoridade do Ministério da Defesa sul-coreano na semana passada.

A Corea do Norte vem ameaçando seus adversários com ataques quase diariamente. A Península Coreana já está em estado técnico de guerra porque a Guerra da Coreia (1950-1953) terminou com um armistício, e não um tratado de paz. No início deste mês, Pyongyang anunciou tê-lo abandonado. "A duradoura situação da Península da Corea de não estar nem em paz nem em guerra finalmente acabou", disse um comunicado divulgado no sábado, quando o regime anunciou o estado de guerra.

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Na sexta, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, alertou que suas forças estavam prontas "para acertar as contas com os EUA" após dois bombardeiros americanos B-2 - com capacidade de transportar armas nucleares - voarem em uma missão de treinamento militar na Coreia do Sul. Os EUA já haviam enviado aviões B-52 à Corea do Sul no início de março como uma resposta às ameaças de Pyongyang e, no domingo, usaram caças F-22, também invisíveis a radares.

Entre as advertências recentes de Pyongyang está um "ataque nuclear preventivo" contra os EUA e a indicação de que as bases americanas no Havaí, Guam e Corea do Sul são seus alvos potenciais.

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Analistas dizem que um conflito em larga escala na Península Coreana é improvável e até mesmo suicida para Pyongyang, afirmando que as ameaças são uma forma de pressionar os EUA a negociar. Mas o teor das ameaças e a animosidade crescente dos países rivais levantam temores de que um erro de cálculo possa desencadear um confronto.

*Com Reuters e AP

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