EUA enviam bombardeiros B-2 para exercícios militares na Coreia do Sul

Por iG São Paulo |

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Anúncio deve provocar indignação da Coreia do Norte que, nos últimos meses, tem aumentado o tom da retórica contra os exercícios militares conjuntos de Washington e Seul

Em uma demosntração de força após semanas de ameaças da Coreia do Norte, os EUA deram um passo sem precedentes nesta quinta-feira (28) ao anunciar que enviaram dois bombardeiros B-2 para compor os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

O anúncio provavelmente provocará mais fúria em Pyongyang, que emitiu uma enxurrada de declarações ameaçadoras para demonstrar seu descontentamento com os treinos e as sanções da ONU em retaliação ao teste nuclear realizado pelo país no mês passado.

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AP
Bombardeiro B-2 do Exército americano voa próximo à base americana em Pyeongtaek, ao sul de Seul, Coreia do Sul

NYT: Em meio a ameaças da Coreia do Norte, Coreia do Sul cogita arsenal nuclear

Um complexo industrial norte-coreano, operado com dinheiro e know-how sul-coreano, estava funcionando normalmente nesta quinta apesar do anúncio do corte da linha de comunicação militar com Seul, que é responsável por registrar funcionários que atravessam a fronteira do sul para o norte.

As Forças Armadas dos EUA afirmaram em comunicado que os bombardeiros B-2 voaram de uma base americana no Missouri e derrubaram munições em uma ilha na Coreia do Sul, antes de voltar para os EUA. Não ficou claro se os bobardeiros americanos foram usados nos treinos anteriores com a Coreia do Sul, mas essa é a primeira vez que o Exército anunciou sua utilização.

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O anúncio deve provocar uma forte resposta de Pyongyang. A Coreia do Norte vê esses treinos militares como parte de um plano dos EUA para invadir seu território. Washington e Seul afirmam que seus treinos são apenas de rotina e defensivos.

Nas últimas semanas, a Coreia do Norte ameaçou realizar ataques nucleares contra Washington e Seul. Na quarta-feira, o país afirmou que não precisava de comunicação em uma situação na qual "uma guerra pode estourar a qualquer momento". Mais cedo neste mês, a Coreia do Norte anunciou também que cancelaria o armistício que colocou fim à Guerra da Coreia em 1953.

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Mas Pyongyang teria ido além das ameaças, possivelmente prejudicando suas próprias finanças, se tiver bloqueado sul-coreanos de entrar e sair do complexo industrial de Kaesong, que produziu US$ 470 milhões em produtos no ano passado.

Os empresários do complexo não registraram sinais de problemas na quinta-feira. Na última vez que a Coreia do Norte bloqueou as comunicações na Kaesong, há quatro anos, alguns funcionários sul-coreanos ficaram presos temporariamente.

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