EUA reforçarão defesa de mísseis contra a Coreia do Norte

Por iG São Paulo |

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Programa de US$ 1 bilhão é resposta ao 'progresso mais rápido do que o esperado' nos mísseis balísticos e nas armas nucleares do regime de Pyongyang

O Pentágono anunciou nesta sexta-feira que gastará US$ 1 bilhão para acrescentar 14 interceptadores em um sistema de mísseis na costa oeste do país em resposta ao que chamou de "progresso mais rápido do que o esperado" nos mísseis e nas armas nucleares da Coreia do Norte.

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Ao anunciar a decisão, o secretário da Defesa Chuck Hagel disse estar determinado em assegurar a proteção do território americano e se antecipar à ameaça de mísseis norte-coreanos. Ele reconheceu que os interceptadores já em uso na defesa contra potenciais lançamentos de mísseis norte-coreanos tiveram mau desempenho.

"Fortaleceremos nossa defesa territorial, manteremos nosso compromisso com nossos aliados e parceiros e deixaremos claro ao mundo que os EUA se mantêm firmes contra a agressão", disse Hagel em uma coletiva no Pentágono.

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O Departamento de Defesa americano tem a intenção de adicionar 14 aos 26 interceptadores já instalados no Alasca. Isso expandirá a habilidade do sistema em parar mísseis de longo alcance durante o voo, antes que alcancem o território americano. Além dos interceptadores no Alasca, os EUA têm mais quatro na Califórnia.

Segundo Hagel, os 14 adicionais devem ficar em uso até setembro de 2017, mas não serão posicionados até que tenham sido testados adequadamente.

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James Miller, o subsecretário de Defesa para política, disse que o projeto custaria US$ 1 bilhão. Ele e Hagel afirmaram que os EUA conduzirão estudos ambientais em três locais potenciais para posicionar interceptadores nos EUA, incluindo na costa leste, como requerido pelo Congresso. Hagel disse que nenhuma decisão sobre um local particular foi tomada, mas que os estudos possibilitariam um cronograma mais curto se uma decisão for feita.

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Miller lembrou que, em dezembro, a Coreia do Norte lançou um satélite ao espaço, demonstrando que alcançou algumas das tecnologias necessárias para o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais. "Nossa preocupação sobre a capacidade potencial de Pyongyang se refere à atenção do regime em desenvolver armas nucleares", disse. "O terceiro teste atômico norte-coreano no mês passado é obviamente uma séria preocupação para todos os países."

*Com AP

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