Coreia do Norte rejeita sanções da ONU e China pede diálogo

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País informa que vai buscar seu objetivo de ser poder ter armamento nuclear, apesar das sanções que foram aprovadas de forma unânime na sexta-feira

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A Coreia do Norte rejeitou formalmente neste sábado uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que exige o fim de seu programa de armas nucleares, enquanto a China pediu calma, afirmando que as sanções não são a maneira "fundamental" para resolver as tensões na península coreana.

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AP
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Pyongyang afirmou que vai buscar seu objetivo de ser um Estado completamente capaz em armamento nuclear, apesar das sanções que foram aprovadas de forma unânime na sexta-feira pelo Conselho.

As sanções têm como objetivo aumentar as restrições financeiras e combater as tentativas da Coreia do Norte de transportar cargas proibidas.

A resolução, a quinta desde 2006 criada para interromper o programa nuclear e de mísseis balísticos da Coreia do Norte, coincide com uma acentuada escalada das tensões na península depois do terceiro teste nuclear promovido por Pyongyang em 12 de fevereiro.

"A RDPC, assim como no passado, veementemente denuncia e totalmente rejeita a resolução de sanções, um produto da política hostil dos Estados Unidos contra a RDPC", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte, em comunicado.

RDPC é a abreviação do nome oficial da Coreia do Norte, República Democrática Popular da Coreia.

O único grande aliado da Coreia do Norte é a China, que tem dito que quer ver as sanções totalmente implementadas, mas o ministro chinês de Relações Exteriores, Yang Jiechi, afirmou em entrevista no sábado que a melhor maneira de resolver o problema é via diálogo.

"Sempre acreditamos que as sanções não são o objetivo das ações do Conselho de Segurança, nem as sanções são uma forma fundamental para resolver questões relevantes", disse Yang, pedindo para todos os lados exercerem calma e moderação.

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Analistas afirmam que os líderes da China estão cada vez mais irritados com a Coreia do Norte e suas recentes ações criaram um debate político dentro da China, mas alertam que Pequim provavelmente não vai desistir de seu antigo aliado em breve.

"O que Yang Jiechi disse hoje é reflexo de que o país não vai tomar medidas sobre a Coreia do Norte que causem mais instabilidade. Não vai mudar sua política da noite para o dia e abandonar a Coreia do Norte."

A Coreia do Norte acusa os Estados Unidos de usar exercícios militares na Coreia do Sul como plataforma de lançamento de uma guerra nuclear e declarou na terça-feira que vai abandonar um armistício com Washington que encerrou hostilidades da guerra coreana de 1950-1953.

As duas Coreias estão tecnicamente em guerra porque o armistício, e não um acordo formal de paz, encerrou o conflito da década de 1950.

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