Vaticano critica 'fofocas' e 'calúnias' sobre renúncia do papa

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Recentemente, órgãos de imprensa italianos e estrangeiros sugeriram que intrigas e corrupção estimularam a surpreendente decisão de Bento 16 de deixar o cargo

O principal porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, criticou neste sábado a mídia por veicular "informações erradas" sobre a igreja. Em um editorial no site da rádio do Vaticano, ele afirmou que alguns tentam lucrar com o atual período de incerteza da Igreja Católica para espalhar "fofocas" e "calúnia".

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AP
Papa Bento 16 celebra missa dominical na praça de São Padro (17/02)

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A renúncia do papa Bento 16, a primeira de um pontífice em quase 600 anos, entra em vigor na quinta-feira. Recentemente, órgãos de imprensa italianos e estrangeiros sugeriram que intrigas e corrupção estimularam a renúncia, que surpreendeu a muitos na igreja.

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Um suposto relatório publicado no La Repubblica, um dos maiores jornais italianos, sugeriu que o papa decidiu deixar o cargo pouco depois de receber um dossiê detalhando uma rede de padres do Vaticano "unidos pela mesma orientação sexual" que eram alvo de chantagem.

Sem dar crédito a tais alegações ou referir-se especificamente ao documento, Lombardi afirmou que aqueles que se colocam em posição de julgar não têm a autoridade para fazer isso.

"Aqueles que têm dinheiro, sexo e poder no centro de suas mentes veem o mundo através desses parâmetros e não conseguem enxergar além, mesmo quando olham para a Igreja", disse.
"Suas visões não têm alcance ou profundidade para o entendimento das dimensões espirituais e motivações da existência", acrescentou.

No ano passado, o papa Bento 16 nomeou três cardeais aposentados para conduzir uma investigação sobre o escândalo que ficou conhecido como VatiLeaks. O ex-mordomo do papa Paolo Gabriele foi condenado e, mais tarde, perdoado por roubar documentos do escritório papal.

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Em referência ao conclave para escolher um novo pontífice, Lombardi também sugeriu que a mídia estava exercendo uma "pressão inaceitável para condicionar o voto de alguns dos membros do colegiado de cardeais".

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Nos últimos dias, a imprensa americana vem tentando dissuadir cardeiais dos EUA que supostamente encobriram escândalos de abuso sexual de viajar para o Vaticano para participar do conclave.

*Com BBC

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