Leis imperfeitas refletem dificuldade no controle de armas de fogo nos EUA

Se legislação proibindo armas de assalto fosse restabelecida, atirador da escola em Newtown não poderia ter comprado fuzil - mas sua mãe sim

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Uma série de leis americanas de combate a armas - e os compromissos firmados para equilibrar o direito constitucional ao porte de armas e a segurança pública - reflete a complexidade da aplicação de políticas governamentais na contenção de atos de violência em massa como o ataque em uma escola em Connecticut na semana retrasada.

Uma opção considerada pelo presidente Barack Obama e alguns deputados restabeleceria uma proibição federal às armas de assalto , mas a lei é considerada imperfeita.

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Obama faz pausa durante discurso durante uma vigília pelas vítimas do ataque a uma escola primária em Newtown, Connecticut


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A proibição, que existiu durante 10 anos até 2004, teria tornado ilegal que o jovem atirador de Connecticut usasse armas de disparo automático de até 30 cartuchos - o que permitiu que ele disparasse contra tantas crianças antes de precisar recarregar. Mas a proibição e outras leis existentes não teriam impedido sua mãe de comprar o poderoso fuzil de assalto ou a munição especialmente letal que ele usou para matar 26 crianças e funcionários na escola, sua mãe e a si mesmo.

Obama disse na quarta-feira, dia 19 de dezembro, que quer propostas para a redução da violência armada que possa levar ao Congresso até janeiro . Sua insistência é um nítido contraste com os seus quatro primeiros anos de mandato, quando ele pressionou pouco sobre o assunto por causa da relutância generalizada em enfrentar o poderoso lobby de armas .

O presidente reconheceu que o massacre na escola "um alerta que despertou todos nós".

Obama está agindo rapidamente depois que vários partidários do direito ao porte de armas do Congresso disseram que considerariam uma nova legislação para controlar as armas de fogo, e há alguma preocupação de que a sua vontade de se envolver possa desaparecer à medida que o choque e tristeza à respeito do massacre que vitimou 20 crianças diminuam.

Apelando aos proprietários de armas, Obama disse que acredita no direito de portar armas defendido pela Segunda Emenda da Constituição americana e uma forte tradição no país. Ele também desafiou a Associação Nacional de Rifle, o mais poderoso lobby de armas do país e financiador-chave de muitos políticos republicanos, a se juntar ao esforço mais amplo para reduzir a violência armada.

Além de pedir ao Congresso para restabelecer a proibição às armas de assalto, Obama pediu aos legisladores que aprovem uma legislação que acabaria com a "brecha" que permite às pessoas comprar armas de fogo de negociadores particulares sem uma verificação de antecedentes. Obama também disse que gostaria que o Congresso estudasse a possibilidade de limitar a venda de pentes de munição de alta capacidade.

A polícia diz que o atirador Adam Lanza , 20 anos, precisou de apenas 10 minutos para atirar e matar 20 crianças e seis adultos. Cada um deles foi baleado várias vezes com um rifle de alta potência.

Os detalhes dessas leis há muito tempo desafiam os parlamentares. Os defensores do controle de armas dizem que isso deixou lacunas significativas em leis que não tiveram muito impacto sobre os recentes tiroteios mortais.

Tom Diaz, analista sênior de políticas do Centro de Política da Violência, disse que os deputados devem se concentrar no poder de fogo de uma arma. No tiroteio deste ano em um cinema em Colorado e em um shopping em Oregon, a polícia disse que os atiradores usaram rifles AR-15 que haviam sido proibidos pela lei revogada em 2004.

Diaz disse que as balas disparadas desses tipos de armas são poderosas o suficiente para perfurar qualquer colete à prova de bala - mesmo os mais avançados usados pelos militares. "Essas armas foram projetadas para uso no campo de batalha", disse.

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