Americano é preso na Coreia do Norte, diz Pyongyang

País informou que americano foi detido após confessar crime, mas não especificou qual foi o delito cometido por Pae Jun Ho

iG São Paulo |

A Coreia do Norte informou nesta sexta-feira (21) que um cidadão americano foi detido após ter confessado crimes não especificados. A prisão ocorre em um momento que Pyongyang enfrenta críticas por parte de Washington devido a um lançamento de foguete de longo alcance na semana passada .

O americano foi identificado como Pae Jun Ho em um breve comunicado divulgado pela agência estatal do país. Reportagens de jornais dos EUA e da Coreia do Sul afirmam que no Estado de Washington, sua terra natal, Pae é conhecido como Kenneth Bae e é descendente de coreano.

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De acordo com a agência estatal, Pae chegou ao país na cidade de Rajin em 3 de novembro, organizando um tour. "No processo da investigação, foram reveladas evidências de que ele cometeu um crime contra (a Coreia do Norte). Ele admitiu esse crime", disse o comunicado.

Autoridades do consulado suíço em Pyongyang visitaram Pae nesta sexta-feira. A Suíça representa os EUA nos assuntos diplomáticos dentro da Coreia do Norte, uma vez que Washington e Pyongyang não tem relações.

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Em Seoul, o jornal Segye Ilbo informou na semana passada que Bae levava turistas em uma viagem de cinco dias quando foi preso. A publicação cita fontes não especificadas.

As notícias da prisão ocorrem enquanto a Coreia do Norte celebra o lançamento bem sucedido de um foguete de longo alcance , que foi capaz de colocar um satélite em órbita. A iniciativa foi condenada por países do Ocidente, que afirmam que o foguete é um míssil balístico disfarçado.

Em abril de 2009, um lançamento de foguete norte-coreano ocorreu enquanto Euna Lee e Laura Ling, duas jornalistas americanas, estavam sob custódia na Coreia do Norte após terem supostamente tentado entrar no país clandestinamente através do rio Tumen, que divide o norte do país com a China.

Elas foram sentenciadas a 12 anos de trabalhos forçados antes de serem soltas após um esforço diplomático americano. Depois, outros três americanos foram presos e libertados em seguida pela Coreia do Norte, sob a acusação de pregar o Cristianismo.

Com AP

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