Partes do país continuam em estado de alerta por conta das inundações provocadas pela tempestade, que se encaminha aos Estados Unidos

EFE

Haitianas andam por bairro inundado em Porto Príncipe
AP
Haitianas andam por bairro inundado em Porto Príncipe

As autoridades do Haiti informaram neste sábado que 44 pessoas morreram e 12 continuam desaparecidas após a passagem do furacão Sandy, que afetou gravemente o país caribenho, principalmente as regiões sul e oeste, e agora segue em direção aos Estados Unidos .

O governo haitiano anunciou que cinco departamentos (Sul, Sudeste, Grand Anse, Nippes e Oeste) permanecem em estado de alerta máximo devido às sérias inundações provocadas pelas chuvas do Sandy, enquanto na capital, Porto Príncipe, o sol voltou a brilhar após quatro dias nublados.

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O primeiro-ministro haitiano, Laurent Lamothe, anunciou ontem à noite que, diante da amplitude da catástrofe, o governo foi obrigado a elevar de US$ 5 milhões para US$ 6 milhões a quantia destinada para cobrir os custos dos prejuízos causados pela passagem do furacão. 

O chefe de governo também informou que receberá uma assistência humanitária vinda da Venezuela. Segundo os dados oficiais, o departamento Sul foi o mais afetado pelo furacão com pelo menos 12 mortos, embora a Defesa Civil local tenha informado a morte de 14 pessoas. 

O drama mais terrível ocorreu em Grand-Goâve (Oeste), onde uma mãe e seus quatro filhos morreram após um deslizamento de terra. Nesta região, 18 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas para ocupar 136 abrigos provisórios.

O furacão Sandy despejou sobre o Haiti mais de 500 milímetros de chuva, quase o dobro da tempestade "Isaac", do último mês de agosto, assinalou o primeiro-ministro Lamothe. EFE gp/fk (foto)

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