Suposto produtor de filme anti-Maomé é preso após violar liberdade condicional

Nakoula Besseley Nakoula, 55 anos, foi detido após utilizar a internet sem permissão prévia

iG São Paulo |

A polícia da Califórnia, nos Estados Unidos, prendeu Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, acusado de estar à frente da produção do vídeo que insulta o profeta Maomé e causou uma onda de revoltas violentas em países de maioria muçulmana. O homem de origem egípcia foi detido após ter violado as regras de sua liberdade condicional.

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Aos meios de comunicação não foi concedida permissão para acompanhar sua audiência com juízes americanos. Segundo relatos, ele teria violado regras que o proibíam deixar os arredores de Los Angeles e acessar a internet sem permissão judicial durante cinco anos após sua primeira detenção. Em 2010, Nakoula foi condenado por estelionatário e falsidade ideológica.

Reuters
Provável produtor de filme anti-islâmico, Nakoula é escoltado por policiais americanos (arquivo)

De acordom com a agência de notícias AP, Nakoula - cristão de origem egípcia - estaria envolvido com a produção do filme "Inocência de Maomé", em que a religião islâmica é ridicularizada. Diversas pessoas que atuaram no longa-metragem afirmam que foram enganados. Governos dos principais países árabes onde houve manifestações violentas entraram com pedidos para que o YouTube e o Google tirem o vídeo do ar.

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Até o momento, não foi completamente esclarecida a sua participação no filme sobre o profeta Maomé. Medidas de segurança foram tomadas para que Nakoula recebesse proteção policial.

Interrogado

A polícia do estado da Califórnia interrogou há menos de duas semanas o suposto produtor do filme que ridiculariza a religião islâmica e que motivou a onda de ataques a embaixadas americanas no mundo árabe. Nakoula Basseley Nakoula, de 55 anos, já foi condenado por fraude bancária e se apresentou voluntariamente à delegacia de Cerritos, subúrbio de Los Angeles.

Na delegacia, Nakoula - de origem egpícia - telefonou para um bispo copta (membro igreja ortodoxa do Egito) e negou envolvimento com o filme "Inocência de Maomé", divulgado nesta semana em países muçulmanos e duramente criticado pelas autoridades internacionais.

Com AP

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