Presidente acredita que alguns meios de comunicação do Equador e da América Latina "abusam do poder midiático". Ele disse ainda que ato não fere direitos de informação

O presidente do Equador, Rafael Correa, confirmou neste sábado que proibiu seus ministros de concederem entrevistas a alguns meios de comunicação privados, classificados como "negócios indecentes". "Por que temos que dar informação a meios que querem encher o bolso de dinheiro?", disse o presidente durante discurso exibido neste sábado.

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Rafael Correa em entrevista após a Inglaterra ameaçar invadir a embaixada equatoriana (08/12)
Reuters
Rafael Correa em entrevista após a Inglaterra ameaçar invadir a embaixada equatoriana (08/12)


O líder ratificou a decisão depois ficar sabendo que um juiz negou, na sexta-feira, um pedido formulado pela ONG "Fundamedios" para que a proibição fosse invalidada. O juiz Raúl Reinoso argumentou que a proibição é "uma alocução que o senhor presidente da república implementou em seu governo", concluindo que "não existe quebra de direitos constitucionais", segundo explicou em sua sentença.

Para Correa, alguns meios de comunicação de seu país e da América Latina "abusam do poder midiático". "Não vamos dar mais poder a essas empresas", disse. O presidente comentou que isso não representa uma violação à liberdade de informação, pois disse que seus ministros falarão com "meios de imprensa decentes", embora tenha insistido que com os "indecentes" não há conversa.

Além disso, o presidente qualificou de "bobagem jurídica" o recurso apresentado pela "Fundamedios", com o qual manteve uma intensa queda-de-braço e que Correa acusa de defender interesses de grupos poderosos nacionais e estrangeiros. O presidente equatoriano também insistiu que seu governo respeita os direitos de informação, mas disse que não irá tolerar "liberdade para a extorsão" exercida por vários meios de imprensa privados.

*com EFE

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