Homem abre fogo e mata um em frente ao Empire State, em Nova York

Jeffrey Johnson, 53 anos, foi morto pela polícia após assassinar ex-colega de trabalho em loja próxima ao edifício, uma das principais atrações turísticas dos EUA

iG São Paulo | - Atualizada às

Um homem abriu fogo nesta sexta-feira em frente ao Empire State , uma das principais atrações turísticas da cidade americana Nova York. Duas pessoas morreram, incluindo o atirador, que foi morto pela polícia.

Outras nove foram baleadas ou atingidas por um tiro de raspão, mas não correm risco de morrer. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que alguns dos feridos podem ter sido atingidos por policiais. "É uma grande tragédia", afirmou.

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AP
Polícia cerca corpo em calçada na 5ª Avenida após tiroteio em frente ao Empire State, em Nova York

De acordo com autoridades, o atirador é Jeffrey Johnson, 53 anos, que foi demitido da loja na qual trabalhava, a Hazan Imports, próxima ao Empire State. Com três tiros a queima-roupa, ele matou o ex-colega Steve Ercolino, de 41 anos. Os dois trocaram acusações de assédio no período em que trabalharam juntos, e Ercolino teria inclusive buscado proteção legal contra Johnson.

Após deixar a loja, o atirador foi seguido por um homem que trabalha em uma obra próxima, testemunhou o que aconteceu e avisou a polícia. Segundo autoridades, Johnson então atirou nos policiais, que também dispararam e o mataram.

O departamento de bombeiros disse ter sido chamado pouco depois das 9h no horário local (10h de Brasília). A região, no coração de Manhattan, estava movimentada , com moradores se dirigindo ao trabalho e turistas aproveitando o verão para visitar atrações da cidade e fazer compras. Por causa do ataque, o Empire State foi fechado e a área foi isolada. Três franceses foram os últimos a entrar no prédio, pouco depois de os tiros serem disparados. " Não vai ser uma boa recordação da viagem ", afirmou Gregoir Meresse. "É chocante. Essa coisas podem acontecer em uma das cidades mais populosas do mundo, mas é chocante", acrescentou Arnaud Mars.

O egípcio Mahmoud Alsaid, 27 anos, dono de um carrinho de comida na região do Empire State, disse ter ouvido tiros e sentido medo. "Em sete anos aqui, nunca vi nada desse tipo acontecer", afirmou o vendedor, que foi filmar a cena com seu telefone celular e disse ter visto o corpo do atirador no chão.

Ele não pretende, porém, mudar de ponto. "Há polícia 24 horas no Empire State. Não levou nem três minutos para eles pararem o assassino", disse. "É muito seguro aqui."

Cinegrafista amador registra imagens logo após ataque em NY:

O Empire State é o segundo prédio mais alto de Nova York, ultrapassado apenas pelo novo World Trade Center, erguido no local dos ataques de 11 de Setembro de 2001 . Dos 103 andares, 102 estão abertos aos cerca de 4 milhões de visitantes que vão ao local anualmente e podem observar a cidade a partir de um observatório de 381 metros.

Esta é o quarta vez em que um atirador abre fogo em um local público nos Estados Unidos em pouco mais de um mês. Em 20 de julho, um ataque em um cinema deixou 12 mortos em Aurora, no Colorado, durante a estreia do filme "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge". James Holmes, 24 anos, responderá a 142 acusações pelo atentado.

No dia 5 de agosto, um homem abriu fogo em um templo sikh de Oak Creek, no Estado de Wisconsin, e matou seis pessoas antes de ser baleado por um policial e cometer suicídio com um tiro na cabeça .

Em 13 de agosto, um homem abriu fogo perto de uma universidade na cidade de College Station, no Texas, deixando dois mortos. Segundo a polícia, o suspeito foi baleado depois de atirar contra um policial e um civil, perto do campus da Texas A&M University. Detido, ele não resistiu e morreu.

Bloomberg, um dos principais defensores de leis mais rígidas para controlar a venda de armamentos nos EUA, principalmente após os ataques recentes, afirmou que o caso desta sexta-feira mostra que Nova York "não está imune ao problema nacional que é a violência com armas de fogo".

Polêmico, o assunto vem sendo  evitado por muitos políticos americanos, principalmente por se tratar de um ano eleitoral .

Com reportagem de Carolina Cimenti, de Nova York

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