Paul McCartney se une à campanha de apoio ao grupo Pussy Riot

Ex-Beatle é último da longa lista de artistas que pedem a libertação das integrantes da banda punk anti-Putin, como Madonna, Sting e Red Hot Chilli Peppers

EFE |

EFE

O músico britânico Paul McCartney aderiu nesta quinta-feira à campanha de apoio às integrantes do grupo punk russo Pussy Riot , que podem ser condenadas à prisão por causa um protesto contra o presidente russo, Vladimir Putin, realizado em uma catedral de Moscou.

São Paulo: Mulheres tiram a roupa em apoio à banda punk feminina presa na Rússia

"Escrevo para mostrar o meu apoio nestes momentos de dificuldade (...). Acredito que as autoridades russas devam respeitar os princípios da liberdade de expressão para todos os cidadãos e não lhes castigar pelo protesto", assinalou a carta de apoio enviada por McCartney e divulgada pelas agências de notícias russas.

AP
Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alekhina e Yekaterina, do Pussy Riot, detidas em corte de Moscou (8/8)

"No mundo civilizado, muita gente tem direito de expressar suas opiniões e isso não acarreta nenhum prejuízo. Estou convencido de que esse é o melhor caminho para qualquer sociedade", afirmou o ex-Beatle.

"Espero que sejam fortes. Tenho certeza que muita gente que, como eu, acredita na liberdade de expressão e fará tudo o que for possível para apoiar vocês e a ideia da livre expressão artística", completa o musico na mesma carta.

McCartney é o último de uma longa lista de estrelas mundiais da música que expressaram apoio às três jovens, que foram presas no último mês de março após realizar um protesto na catedral do Cristo Salvador de Moscou.

"Mãe de Deus, tire Putin do poder", dizia a canção interpretada pelo grupo punk feminista, a mesma que se transformou em um grande sucesso do YouTube.

'Processo político'

O Pussy Riot decidiu realizar o protesto na catedral depois que o patriarca ortodoxo russo, Kirill, pediu voto para Putin às vésperas das eleições presidenciais de março, um fato que indignou não somente as integrantes do grupo, mas toda a oposição.

Durante o julgamento, uma das jovens chegou a afirmar que se trata de um processo político e que se tivessem cantado "Mãe de Deus, proteja Putin" não estariam diante dos tribunais.

Durante sua recente apresentação em Moscou, a cantora Madonna , que chegou a usar o gorro característico do Pussy Riot, também pediu abertamente a libertação das três integrantes. Na ocasião, Madonna ainda apareceu como o nome do grupo escrito em suas costas.

"Vladimir Putin deve perdoá-las como artistas, como mulheres e como mães. Elas devem ser libertadas", afirmou a cantora americana ao jornal russo Kommersant.

Anteriormente, o grupo americano Red Hot Chilli Peppers também prestou apoio às jovens durante um show na capital russa, campanha que foi imediatamente seguida por Sting, Peter Gabriel, The Who, Bjork, entre outros.

Atos públicos em apoio ao grupo punk russo foram realizados em diversas cidades de todo o mundo. Na sexta-feira, nas imediações do tribunal Jamovnicheski de Moscou, líderes e partidários da oposição não parlamentar russa também se reunirão para uma grande manifestação.

    Leia tudo sobre: rússiapussy riotpaul mccartneymccartneybeatles

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG