Polícia não tem esperança de encontrar brasileiro desaparecido na Nova Zelândia

Estudante cearense de 17 anos caiu no mar quando escalava uma rocha; jovem neozelandês e instrutor também estão desaparecidos

iG São Paulo | - Atualizada às

Um estudante brasileiro está desaparecido na Nova Zelândia após cair no mar durante um passeio de escola na quarta-feira. A polícia do país retomará na sexta-feira as buscas por João Felipe Martins de Melo, 17 anos, e outros dois desaparecidos, mas disse não ter esperanças de encontrar as três vítimas com vida.

O jovem estudante cearense, que faz intercâmbio na Nova Zelândia, e o neozelandês Stephen Lewis Kahukaka-Gedye, também de 17 anos, caíram no mar quando escalavam uma rocha no Parque de Paritutu, localizado na cidade de New Plymout. O instrutor Bryce John Jourdain, de 42 anos, pulou na água para tentar resgatar os estudantes e também desapareceu. Eles faziam um passeio com 11 colegas do Spotswood College, uma escola local, acompanhados de dois instrutores de uma empresa de esportes de aventura.

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Reprodução
Da esquerda para a direita: Bryce Jourdain, Felipe Melo e Stephen Gedye

De acordo com o jornal NZ Herald, um terceiro estudante também caiu na água, mas conseguiu se agarrar a uma rocha e foi resgatado. Ele foi levado ao hospital com hipotermia, mas passa bem.

Uma porta-voz da polícia da Nova Zelândia, Victoria Evans, disse à BBC Brasil que, "após 24 horas do incidente, com o mar nas condições em que está, a polícia não tem mais esperanças de encontrar os desaparecidos com vida". "Nós estamos fazendo o nosso melhor para encontrar os corpos e retorná-los aos familiares", disse ela.

Ao ser questionada sobre as condições do acidente e se houve falhas na segurança, Evans disse que a polícia não vai falar sobre isso neste momento e que duas investigações serão feitas para apurar as causas do incidente.

Em comunicado, a Embaixada do Brasil na Nova Zelândia falou sobre o acidente de forma mais otimista. “Temos fé e esperança que serão encontrados vivos”, diz o texto. “A embaixada tem seguido o caso desde o começo e está em permanente contato com as autoridades e a família do brasileiro.”

De acordo com a embaixada, as autoridades neozelandesas “estão fazendo o melhor” nas buscas pelos desaparecidos, que são acompanhadas não só pelas autoridades brasileiras, como também por parentes e amigos do estudante.

Veja o vídeo sobre o caso:

Felipe é natural de Fortaleza, fazia um intercâmbio na Nova Zelândia desde janeiro e planejava voltar ao Brasil em outubro, segundo relatos de sua família.

Cerca de 50 policiais trabalham nas buscas, que foram suspensas no período da noite desta quinta-feira (a Nova Zelândia está 15 horas à frente do horário brasileiro) e irão recomeçar às 7 horas da manhã desta sexta-feira (16h de quinta-feira, horário de Brasília).

A operação conta com cinco botes infláveis, barcos da marinha e helicópteros. As equipes de resgate tiveram dificuldades devido às condições do mar, com fortes ondas, que também impediram mergulhadores de realizarem buscas no local.

Com BBC Brasil e Agência Brasil

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