Suicida com falso documento dos EUA atacou israelenses, diz Bulgária

Suspeito de ataque contra ônibus tinha habilitação de Michigan, mas seu nome não foi encontrado em registros oficiais; Israel culpa Irã e libanês Hezbollah por ação

iG São Paulo | - Atualizada às

O ataque que matou turistas israelenses na Bulgária foi suicidade e cometido por um homem que portava um documento falso dos Estados Unidos, afirmaram autoridades búlgaras nesta quinta-feira. Israel atribuiu o atentado contra um ônibus, que aconteceu na sexta-feira e deixou sete vítimas, ao Irã e ao grupo libanês xiita Hezbollah.

Emissoras da Bulgária exibiram imagens de câmeras de segurança mostrando o suspeito andando pelo terminal de ônibus pouco antes da estação. Ele usava um boné de um time de beisebol, camiseta, shorts e tênis e carregava uma mochila e uma mala com rodas.

Leia também: Explosão contra turistas israelenses deixa sete mortos na Bulgária

AP
Imagem de vídeo mostra suspeito de ataque (vestindo boné e camiseta azul) no Aeroporto de Burgas em 18/07/2012

O ataque aconteceu logo depois de os israelenses embarcarem no ônibus perto do aeroporto de Burgas, cidade muito procurada pelos turistas de Israel. As vítimas são cinco israelenses, um búlgaro que dirigia o ônibus e o suicida.

Autoridades estão usando amostras de DNA para identificá-lo. De acordo com o primeiro-ministro da Bulgária, Boiko Borisov, uma carteira de motorista do Estado americano de Michigan foi encontrada no local, mas o nome que estava no documento não consta nos registros oficiais dos Estados Unidos.

Apesar de a imprensa búlgara afirmar que o suspeito seria um sueco de origem argelina, autoridades búlgaras e suecas negam a informação.

Sem citar fontes, o site Inter-view afirmou que o suspeito seria Mehdi Ghezali, 33 anos, e teria passado pela prisão na base de Guantánamo, depois de ter estudado no Paquistão, onde foi detido pelas forças americanas sob suspeita de ser membro da Al-Qaeda.

De acordo com o jornal israelense Haaretz, no entanto, horas após o nome de Ghezali circular na mídia búlgara, oficiais suecos, citados pela agência oficial TT, disseram que Ghezali não era o homem-bomba por trás do ataque. Além disso, autoridades búlgaras disseram à ABC News que o nome do suspeito que havia circulado no site estava incorreto.

O presidente americano, Barack Obama, condenou a explosão e reafirmou o compromisso do país com a segurança de Israel. O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, também condenou o atentado mas pediu que Israel tenha calma até que o caso seja esclarecido.

O governo israelense culpou o Irã e o Hezbollah dizendo se tratar de uma campanha contra seus cidadãos em todo o mundo. “Todos os sinais apontam para o Irã”, disse o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu. “Trata-se de um ataque terrorista iraniano que está se espalhando. Vamos reagir com força ao terror do Irã.”

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que homens do Hezbollah executaram o ataque. “Vamos fazer tudo o que pudermos para encontrar os responsáveis e puni-los, tanto os que cometeram o ataque diretamente quando os que estão por trás dele.”

A TV estatal iraniana classificou as acusações israelenses de “ridículas”.

Assista ao vídeo:

Durante a madrugada uma oitava morte foi anunciada por autoridades, que depois disseram que tal informação era incorreta. Todos os israelenses mortos no ataque estavam em um avião com 154 pessoas a bordo que partiu de Tel Aviv e desembarcou em Burgas.

Um avião militar israelense levou 33 feridos de Burgas para Israel, enquanto uma aeronave búlgara levará outros cem israelenses que não ficaram feridos, mas decidiram antecipar a volta para casa.

Com AP

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