Mortos em ataque a mercado de gado na Nigéria chegam a 60

Ação com fuzis e explosivos na cidade de Potiskum na quarta-feira seria represália a linchamento de membro de grupo

iG São Paulo |

O número de mortos pelo ataque a um mercado de gado na noite de quarta-feira na remota localidade nigeriana de Potiskum chegou a 60, segundo fontes hospitalares citadas nesta sexta-feira pelo diário local The Guardian.

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AP
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O ataque também deixou 30 feridos e causou a morte de 50 vacas e o incêndio de 15 veículos, quando pistoleiros não identificados e com motivações desconhecidas lançaram explosivos e dispararam indiscriminadamente na Província de Yobe.

A cidade de Potiskum eventualmente é alvo de ataques da seita militante islâmica Boko Haram , mas também costuma registrar incidentes de violência étnica relacionada a disputas fundiárias, sem ligação com o grupo islâmico.

Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade pelo ataque. Um enfermeiro local, que se identificou como Babangida, disse ter contado 56 corpos no necrotério de Potiskum. "Tenho certeza de que o número de mortos pode subir, dada a natureza grave das lesões sofridas (pelos pacientes internados). O necrotério de Potiskum é composto por uma sala e uma antessala, e contei 56 só na antessala. Não fui na sala interna."

Em declarações ao jornal nigeriano, o comissário da polícia de Yobe, Moses Onireti, afirmou que as investigações já foram iniciadas, mas ninguém foi detido. Enquanto isso, a Força de Intervenção Conjunta (JTF, por sua sigla em inglês) isolou o mercado.

Supostamente, o ataque foi uma vingança ao linchamento de um dos assaltantes, que tinha invadido anteriormente um mercado para roubar mercadoria. O governador de Yobe, Ibrahim Gaidam, pediu ajuda para as famílias dos mortos e aos feridos para o presidente Goodluck Jonathan.

Com mais de 150 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, país mais povoado da África, sofre inúmeras tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

*Com Reuters e EFE

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