Estudo confirma associação de zika vírus com casos de microcefalia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Pesquisa foi feita com base em caso de mulher eslovena que foi infectada pelo vírus durante viagem ao Rio Grande do Norte

Ocorrências de microcefalia associadas ao zika vírus têm aumentado cada vez mais no Brasil
Edmar Melo JC Imagem
Ocorrências de microcefalia associadas ao zika vírus têm aumentado cada vez mais no Brasil

Um estudo publicado no periódico científico "The New England Journal of Medicine" confirmou de vez a relação entre o zika vírus e as ocorrências de microcefalia. A pesquisa eslovena pode ser considerada a mais completa até agora a respeito da doença, já que é embasada por imagens do feto, análises patológicas e avaliação completa do vírus em uma mulher grávida de 25 anos, infectada durante viagem ao Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro.

De acordo com o periódico, a jovem morava e fazia trabalhos voluntários em Natal desde dezembro de 2013. Em fevereiro do ano passado, ela engravidou e, na 13ª semana de gestação, ficou doente, apresentando sintomas como febre alta, fortes dores musculares e atrás dos olhos e manchas avermelhadas no corpo. Na época, muitas pessoas da comunidade também tiveram os mesmo sintomas – mas exames feitos na 14ª e 20ª semanas de gestação mostraram que o feto estava normal. 

A jovem eslovena retornou à Europa com 28 semanas de gestação e, na 29ª, exames de ultrassom mostraram os primeiros sinais de anomalias fetais. Finalmente, na 32ª semana, foi confirmado o diagnóstico de microcefalia, com o bebê apresentando diminuição do perímetro cefálico e calcificações no cérebro.

Segundo o estudo, devido à condição grave do bebê, a mãe pediu a interrupção da gravidez – o procedimento foi autorizado pela comissão de ética do hospital no qual a paciente foi atendida. Na autópsia feita no feto houve análise de todos os órgãos, da placenta e do cordão umbilical. O bebê tinha o perímetro cefálico de 26 cm – segundo o Ministério da Saúde, o parâmetro que aponta casos de microcefalia é uma medida do cérebro menor a 32 cm de circunferência.

No estudo, foram feitos testes para outros flavivírus, como o da dengue, febre amarela e chikungunya, além de citomegalovirus, rubéola e toxoplasmose. Todos deram negativo.

Veja também: Está grávida? Veja 10 cuidados para tomar com o zika vírus

A melhor forma de combater o zika vírus é eliminar o mosquito transmissor da doença: o Aedes aegypti. Ou seja, é preciso acabar com todos os possíveis criadouros do Aedes.. Foto: iStockAs grávidas, mesmo no verão, devem usar roupas compridas, para que o mosquito Aedes aegypti não entre em contato com a pele. Foto: BBC (arquivo)É preciso também evitar se expor a grandes áreas, principalmente lugares com jardins e mato, onde o mosquito pode se proliferar mais.. Foto: DivulgaçãoOutra forma eficaz de se prevenir contra o Aedes aegypti é passando o repelente. Aqueles que têm Icaridina e DEET são os mais eficientes.. Foto: iStockAlém disso, fique esperta com o tempo de duração do repelente. É preciso reaplicar algumas vezes ao dia para não ficar desprotegida. Foto: iStockO mosquito costuma picar mais no início da manhã e no fim da tarde, então o ideal é ficar dentro de casa nesses períodos do dia.. Foto: Divulgação/CCBMPrefira roupas claras. O Aedes aegypti tem fotofobia, ou seja, aversão à luz, então as roupas claras são as mais indicadas para quem quer evitar a picada do mosquito.. Foto: Getty ImagesTambém é importante, com a ajuda de uma esponja, limpar os potinhos de água de seus bichos de estimação duas vezes por semana. O Aedes aegypti pode depositar ovos nas suas laterais. . Foto: iStockInstale telas de proteção e mosquiteiros na sua casa, para evitar picadas do Aedes aegypti. Foto: iStockFuja de perfumes fortes: odores mais concentrados atraem o mosquito . Foto: Divulgação


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