Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 deles em regime fechado. Segundo promotor, em dois anos e meio ele pode conseguir liberdade condicional

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, réu condenado pela participação no sequestro, cárcere privado e homicídio de Eliza Samudio, agradeceu ao promotor Henry Wagner após a leitura da sentença que o condenou a 15 anos de prisão . “Obrigado, doutor!”, disse ao representante do Ministério Público pela acusação.

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Macarrão conversa com advogados durante o julgamento no fórum de Contagem
Renata Caldeira/TJMG
Macarrão conversa com advogados durante o julgamento no fórum de Contagem

A leitura da sentença foi acompanhada pela mãe de Macarrão, a costureira Luciana Romão, que estava acompanhada por mais três mulheres da família. A mãe do réu aguentou firme e não chorou durante a leitura da pena feita pela juíza Marixa Rodrigues.

Após a pena ter sido fixada pela juíza, o promotor foi falar com a mãe de Macarrão. “Teu filho foi um homem digno. Esse vai ser o melhor recomeço da vida dele", disse certamente se referindo a fato do acusado ter confessado participação no crime e ter entregado o Bruno .

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Antes do anúncio da sentença, o advogado do Bruno, Lucio Adolfo, criticou a juíza por ter sido impedido de entrar junto com os outros advogados na sala secreta, local onde os jurados tomavam a decisão. “Quero que isso fique registrado, pois houve cerceamento do deirito da defesa. O processo é composto de três fases: instrução, debate e julgamento." A juíza Marixa respondeu para o advogado: "O senhor não é advogado desses autos. O senhor foi autorizado a participar da instrução”, disse.

Apesar da alta redução da pena de homícidio de Macarrão, que de 20 anos caiu para 12 anos por conta dos atenuantes, o promotor afirmou que que não vai recorrer. "Eu estava certo quando disse que Macarrão poderia estar presente na missa do quinto ano de morte de Eliza. Acredito que em dois anos e meio, ele deva alcançar a condicional. Não vou recorrer da decisão. Hoje foi alcançada a Justiça", disse o Henry Wagner.

Após o fim do julgamento, do lado de fora do fórum, dezenas de curiosos se aglomeraram e aplaudiram os personagens do julgamento.

“Satisfeita, mas queria mais”

Sônia Fátima de Moura esperava com “angustia” o veredito deste julgamento na primeira fila da plateia. Ao iG , Sonia confessou que sonhava com esse momento, mas em seus sonhos a tensão não era a mesma. “Sempre esperei por esse dia. O dia que eu teria um pedacinho de esperança que a justiça está sendo feita. Agora preciso me preparar para março. Não sei como vou conseguir, vou estar encarando o executor da minha filha e o mandante do crime. Não vai ser fácil.”

Sobre a pena, ela diz estar satisfeita, mas pensava que seria mais alta. “Pensava em 25 anos para Macarrão e queria que Fernanda respondesse presa, mas respeito a decisão da Justiça”. Para ela, o trabalho do promotor foi “excelente” e o momento que mais lhe emocionou foi o relato da morte de Eliza e ver de perto um álbum de fotos da filha parcialmente queimando, encontrada em Esmeraldas (MG). “Foi um belo momento, os jurados ficaram mais atentos e ali eu tive a certeza que todos seriam condenados. Não tinha como fugir.”

sd

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